Publicado em 13/04/2026 às 09h35.

Produtora é assassinada na Bahia; ex-namorado suspeito é encontrado morto em Goiânia

DJ negou crime em vídeo nas redes sociais antes de morrer

Raquel Franco
Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Uma mulher identificada como Juliana Guaraldi, 39, foi encontrada morta com marcas de estrangulamento dentro de casa em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro (BA), na sexta-feira (10). O ex-namorado e principal suspeito de ter cometido o crime, Daniel Carlos Sobreira de Sousa, 41, conhecido como DJ Danka, foi encontrado morto com indícios de suicídio no domingo (12) em Goiânia. 

Juliana era produtora de eventos e estava desaparecida desde o dia 7 de abril, última vez em que manteve contato com familiares. Seu corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição apenas com roupas íntimas. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e suspeita que o assassinato tenha sido cometido no mesmo dia do desaparecimento, mas a data e a causa da morte precisam de confirmação do exame de necropsia. Juliana deixou uma filha.  

Ela e o DJ Danka se relacionavam há cerca de 9 anos, segundo afirmação dele em vídeo publicado nas redes sociais. De acordo com as investigações, o relacionamento era conturbado. No fim de março os dois teriam discutido em uma festa e Daniel foi agredido por pessoas presentes no evento. Não há informações se Juliana e o homem terminaram o relacionamento nesse dia.

Segundo a polícia, no período em que Juliana estava desaparecida, Daniel registrou um boletim de ocorrência por roubo e agressão. Contudo, as investigações apontam que ele seguiu utilizando o mesmo aplicativo de mensagens, com sinais de alteração no IMEI do aparelho nos dias que o corpo da vítima foi encontrado.

No sábado (11), Daniel publicou vídeo nas redes sociais alegando estar sendo vítima de acusações e “discurso de ódio” e negou ter relação com o crime. Segundo ele, ele foi questionado se não estava escondendo algo. “[falaram] que todo mundo de Trancoso já sabia que fui eu, eu fui questionado. Isso tem áudio, tem prova”, afirmou. Neste dia a Polícia Civil emitiu um mandado de prisão preventiva contra Daniel, e a Justiça acatou.

No vídeo, Daniel ainda se justificou falando sobre ter uma carreira de 16 anos no cenário musical. “Desses 16 anos, 8, 9, ou até mais, entre idas e vindas, a Juliana, minha companheira, foi uma grande mulher”, disse.

“Eu não estava presente no fato do assassinato. Eu estou sabendo por um site, não por meios oficiais. Não estava em Arraial d’Ajuda, já estava aqui em Goiânia”, afirmou o DJ, alegando que tinha como comprovar. Segundo ele, o que gerou o término foi um desentendimento em relação às finanças da empresa em que os dois trabalhavam.

No domingo (12), o corpo de Daniel foi encontrado pela Polícia Civil com evidências de suicídio. A corporação investiga o caso.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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