Publicado em 14/04/2026 às 08h43.

RDD transforma molho da Bahia em conceito no álbum ‘Hot Sauce’

Com influências de pagodão baiano, afrobeat, funk e dancehall, o disco chega em 16 de abril nas plataformas digitais

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria

 

O cantor, compositor e produtor RDD lança nesta sexta-feira, 16 de abril, às 12h, seu primeiro álbum solo, intitulado “Hot Sauce”. Com 13 faixas e uma lista de participações que atravessam cenas e fronteiras, de nomes nacionais como Karol Conká, Rincon Sapiência, Rachel Reis e Rael a artistas internacionais como Afro B, Team Salut e Anik Khan, o projeto marca um novo momento na carreira do artista, conhecido por seu trabalho à frente do ÀTTØØXXÁ, ampliando a ideia de conectar a música baiana ao cenário global.

O nome “Hot Sauce” sintetiza o conceito central do disco. Inspirado na forma como a cultura baiana se refere à sua música como “molho”, “fragrância” ou “tempero”, o projeto surge como uma metáfora dessa intensidade.

“O Hot Sauce é esse tempero forte, apimentado, que é muito presente para nós. Foi a forma mais geral de apresentar isso para outras culturas. Eu sempre quis levar minha música o mais longe possível, e trazer esses feats de fora para dentro desse caldeirão da Bahia”, explica RDD.

Construído ao longo de anos, o álbum combina diferentes fases da trajetória do artista como produtor. Com faixas que começaram a ser criadas em meados de 2017, o projeto foi desenvolvido de forma orgânica, conectando artistas e momentos distintos da sua carreira.

“Esse disco foi meio que um parto, fui amadurecendo ele por muito tempo. Eu quis trazer um pouquinho de cada fase da minha vida como produtor”, conta.

Essa construção se reflete também nas participações, que surgiram de maneira natural“Eu não queria forçar nada. Os feats foram acontecendo em diferentes sessões, em diferentes momentos, e eu fui encaixando esse quebra-cabeça”.

Sem se prender a um único gênero, o álbum percorre ritmos como pagodão baiano, samba-reggae, arrocha, funk, afrobeats e o dancehall, sempre atravessados pela identidade percussiva da Bahia. O fio condutor está justamente nesse “molho” que une todas as faixas.

“A Bahia sempre traz essa coisa do excesso, da percussão, do tempero. Então você vai ver esse molho em tudo, mesmo quando a base vem de fora. É como eu enxergo a Bahia no mundo e o mundo chegando na Bahia”, explica.

“Hot Sauce” representa, ainda, uma virada na carreira de RDD, que assume de vez seu protagonismo como artista solo, sem abrir mão de suas raízes. “Sempre foi um desejo meu ver minha música indo para o mundo, sendo cantada por pessoas de outros lugares, mas sem perder minha essência. É levar o molho da Bahia o mais longe possível”, finaliza.

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