Publicado em 15/04/2026 às 19h49.

Hilton Coelho propõe campanha contra machismo nas escolas estaduais da Bahia

A proposta coloca a educação como eixo central no enfrentamento à desigualdade de gênero

Redação
Foto: Luana Neiva/bahia.ba

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um projeto de lei que cria a Campanha Permanente de Combate ao Machismo e de Valorização das Mulheres na rede estadual de ensino. A proposta coloca a educação como eixo central no enfrentamento à desigualdade de gênero e à violência contra as mulheres.

O texto prevê a formação de equipes multidisciplinares nas escolas, com participação de professores, estudantes e da comunidade, para desenvolver ações contínuas de conscientização, formação e prevenção de práticas como assédio, abuso e discriminação.

“O machismo é aprendido e reproduzido todos os dias. Por isso, precisa ser combatido com educação, debate e ação permanente dentro das escolas. Sem enfrentar essa base, não há como combater o feminicídio”, afirmou o parlamentar.

Entre os pontos do projeto estão a capacitação de profissionais da educação, a inclusão de normas contra práticas machistas nos regimentos escolares e a realização de campanhas educativas ao longo do ano letivo. A proposta também institui a Semana de Combate à Opressão de Gênero, preferencialmente em torno de 25 de novembro, data simbólica de enfrentamento à violência contra a mulher.

Para Hilton Coelho, o ambiente escolar reflete problemas estruturais da sociedade. “A escola muitas vezes reproduz o machismo presente fora dela. Nosso projeto rompe com essa lógica e transforma o ambiente escolar em espaço de resistência e construção da igualdade”, disse.

O deputado também apontou a influência de conteúdos misóginos, especialmente nas redes sociais, na formação dos jovens. “Há uma ofensiva cultural que normaliza o ódio e a violência contra as mulheres. O Estado não pode se omitir. É preciso formar consciência crítica desde cedo. Combater o machismo é uma tarefa urgente. É enfrentar a raiz de uma violência que mata mulheres todos os dias. A educação precisa ser instrumento de transformação social, e não de reprodução da opressão”, concluiu.

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