Publicado em 18/04/2026 às 16h20.

Carne dispara mais de 26% e vira ‘luxo’ na mesa de brasileiros em 2026

Alta no preço do boi e aumento das exportações pressionam custo e afetam até cortes populares

Redação
Foto: Ilustrativa/Erlon Silva/Getty Images

 

O preço da carne bovina registrou uma forte alta nos primeiros meses de 2026 e já pesa no bolso do consumidor. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o valor do produto subiu cerca de 26,5% em quatro meses, levando o alimento a ser visto como item de luxo por parte das famílias.

A arroba do boi gordo atingiu US$ 73,58, o equivalente a aproximadamente R$ 365,00, na última quarta-feira (15), alcançando o maior patamar em quase cinco anos. O número supera, inclusive, o registrado em abril de 2022, quando a cotação chegou a US$ 73,53.

A alta impacta diretamente os preços nas prateleiras, já que açougues e mercados repassam o custo ao consumidor. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apontam que o aumento médio acumulado da carne bovina foi de 3,18%, considerando diferentes tipos de corte.

O que explica a alta?

Especialistas apontam que o principal fator é o desequilíbrio entre oferta e demanda. O consumo segue elevado, enquanto a disponibilidade de animais para abate diminui.

Outro ponto é o avanço das exportações. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne em 2025, um crescimento de 20,9% em relação ao ano anterior.

Além disso, produtores têm optado por reter parte do rebanho, especialmente vacas, para reprodução. A estratégia reduz o número de animais disponíveis no mercado e contribui para a valorização da carne.

Cortes mais afetados

A alta não ficou restrita aos cortes nobres e atingiu diferentes opções consumidas no dia a dia. Veja os principais aumentos registrados:

Fígado: +7,5%

Capa de filé: +6,8%

Alcatra: +6,2%

Filé-mignon: +4,9%

Picanha: +4,4%

Contrafilé: +4,3%

Lagarto: +3,6%

Músculo: +3,5%

Coxão mole: +3,3%

Acém: +3,3%

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.