BNDES destina R$ 7,2 milhões para proteção de corais no sul da Bahia

    Investimento no projeto Abrolhos-Trindade fortalece sustentabilidade e economia azul

    Foto: Elis Cora/Getty Images/Divulgação BNDES

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a destinação de R$ 7,2 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Abrolhos-Trindade + Resiliente. A iniciativa, que conta com um aporte total de R$ 14,4 milhões em parceria com a Conservação Internacional – Brasil (CI-Brasil), visa a conservação e o aumento da resiliência dos recifes de corais no corredor marítimo entre o sul da Bahia e o litoral do Espírito Santo.

    Com prazo de execução de 36 meses, o projeto integra a chamada pública BNDES Corais e faz parte da estratégia BNDES Azul, que busca fomentar o desenvolvimento econômico aliado à preservação da chamada “Amazônia Azul”.

    No estado, as ações serão concentradas em áreas de preservação estratégica, como as reservas extrativistas marinhas de Corumbau, Cassurubá e Canavieiras

    O plano de trabalho prevê ordenamento do turismo, com estruturação de atividades de baixo impacto para evitar a degradação dos recifes. Também inclui o fortalecimento de cadeias produtivas por meio de incentivo à produção de algas marinhas e ao turismo de base comunitária. Além disso, será realizado mapeamento de habitats e monitoramento de 183 quilômetros de litoral.

    Impacto social e econômico

    Segundo o BNDES, além do viés ambiental, a iniciativa possui um forte componente de geração de renda para comunidades tradicionais baianas. A estimativa é de que 725 pessoas sejam beneficiadas diretamente. 

    O projeto prevê ainda a capacitação de 100 moradores e o apoio técnico a cerca de 100 pequenos negócios locais ligados à sociobiodiversidade marinha e ao turismo sustentável.

    Desafios ambientais

    A região de Abrolhos-Trindade abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, mas sofre com pressões como o branqueamento de corais decorrente do aquecimento das águas, a sobrepesca e a poluição. 

    Segundo o superintendente de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, o objetivo é utilizar a conservação marinha como um vetor de desenvolvimento regional, unindo ciência e inovação para proteger ecossistemas e fortalecer a economia local.

    No Espírito Santo, o foco será complementar, com ênfase em pesquisas científicas sobre corais de profundidade na cadeia Vitória-Trindade, cujos dados orientarão futuras políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas.