Publicado em 27/04/2026 às 12h52.

Rui Costa diz ter ficado perplexo com confissão de Coronel sobre voto em Bolsonaro

O petista também afirmou que a própria declaração de Coronel deve ser avaliada pelo eleitorado

Neison Cerqueira
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), afirmou ter ficado “perplexo” com a revelação do senador Angelo Coronel (Republicanos) de que votou no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022, mesmo com a orientação do Partido Social Democrático (PSD), legenda à qual era filiado à época, de apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante entrevista concedida à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (27), Rui disse ter recebido a declaração com indignação e afirmou ter se questionado sobre a veracidade da fala do senador.

“Eu fiquei perplexo, mas não me causa angústia, me traz indignação. Eu confesso que fico me perguntando, ‘é verdade o que a pessoa tá falando?’ Eu ouvi ele falando que não conseguiu digitar o 13. Quer dizer, na campanha de 2018, o povo não queria votar nele. Foi uma resistência brutal, muito grande. A população chegava nos lugares e não queria votar nele de jeito nenhum. E a gente fazia apelo, pedia. Eu cheguei a pedir, ‘oh, por favor, se vocês estão votando comigo, quem vota comigo, por favor, vote, por favor, vote’”, disse o político.

Rui também afirmou que a própria declaração de Coronel deve ser avaliada pelo eleitorado. “Ele sabe o esforço que foi para eleger, ele sabe a dificuldade. Em 2018, eu praticamente não pedia mais voto para mim no interior, na última semana, Jaques Wagner não pedia mais voto, ele era só pedindo voto para votar nele, para a gente não perder essa vaga no Senado porque o Irmão Lázaro, que veio a falecer depois, estava bem pontuado, estava na frente dele nas pesquisas, e a gente percebia isso nas ruas”, completou o petista.

Coronel foi eleito na chapa do PT

Na eleição de 2018, Coronel ocupava a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e foi lançado ao Senado pelo PSD sob articulação do senador Otto Alencar, presidente da legenda no estado. Na composição da chapa majoritária, a então senadora Lídice da Mata (PSB), que buscava a reeleição, acabou ficando de fora e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

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