Publicado em 27/04/2026 às 15h08.

Presidente da Bahia Farm Show defende ‘maturidade’ no debate da escala 6×1

Moisés Schmidt declarou que não acredita que a redução da jornada resolva os problemas

Lívia Patrícia Batista / Daniel Serrano
Presidente da Bahia Farm Show e Presidente da AIBA, Moisés Schmidt

 

O presidente da Bahia Farm Show e Presidente da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), Moisés Schmidt, defendeu que os aspectos trabalhistas referentes à escala 6×1 devem ser mais bem discutidos antes de tomar qualquer decisão.

O produtor rural esteve presente na apresentação oficial da Bahia Farm Show 2026, realizada nesta segunda-feira (27), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O evento é considerado uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, com impacto econômico para a Bahia.

Em entrevista a jornalistas, Schmidt declarou que o agro está atento aos debates trabalhistas vigentes no país. “A gente diz que o agronegócio é um gerador de empregabilidade. Então, é uma discussão a nível de governo. O que nós, como agro, podemos falar é que nós queremos saber qual é a regra da conjuntura trabalhista. Nós nos adaptamos, nós estamos presentes”, declarou.

Emitindo sua opinião sobre o assunto, o presidente da Bahia Farm Show declarou que não acredita que a redução da jornada de trabalho vá “fazer uma pessoa feliz” e afirmou que a saída é dar melhor qualidade de vida. “Qualidade em transporte, qualidade no salário, qualidade na alimentação, qualidade no social, atendendo sua família”, citou. “Digo isso porque acordo trabalhando, durmo, trabalhando e sou feliz pelo que eu faço no meu dia-a-dia. […] todos nós estamos aqui trabalhando e eu tenho certeza que estamos aqui porque gostamos do que fazemos”, ponderou

Moisés Schmidt pediu que os debates sobre a implantação da escala 6×1 sejam conduzidas com “maturidade” e afirmou que os aspectos trabalhistas devem ser mais bem discutidos.

“Nós precisamos de um país ainda mais forte de um estado que vença, seus desafios dias após dias e do lado de cá tem empresas que contratam, né? Assim como o agro, como a indústria, como o comércio e sentimos a necessidade de cada vez mais tá próximo dessa mão de obra qualificada, cada vez mais preparada e eu acho que esse é um cenário que nós temos que enxergar de médio e longo prazo, sempre positivo e sempre estreitando esse relacionamento entre o empregado do empregador”, concluiu.

Evento de sucesso

Quanto ao evento, Moisés Schmidt considera um marco que a feira atraia mais de 60.000 para visitar ver as inovações do campo, sem a presença de bebida alcóolica e shows.

“É uma feira realmente de você ir lá como pesquisador, como estudante, como produtores para ver o que há de mais tecnológico, que há de inovação na na agricultura brasileira refletida na agricultura do da Bahia, do Norte e Nordeste”, disse Schmidt. “Para nós isso é um marco de que nós estamos no caminho certo e mostrando o que é possível fazer, de forma responsável e acolhendo e unindo e aproximando a produção com os fornecedores, empresas, com o governo”.

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.