Publicado em 28/04/2026 às 10h28.

Fazendas são investigadas por irregularidade ambiental em 216 hectares de Mata Atlântica

Quatro fazendas da estão sendo investigadas pelo uso de fogo e prestação de informações falsas no cadastro ambiental

Lívia Patrícia Batista
(Foto: reprodução/MPBA)

A Promotoria de Carinhanha instaurou processos administrativos para investigar possíveis danos ambientais decorrentes da supressão de 216,74 hectares de Mata Atlântica – área equivalente a cerca de 303 campos de futebol – sendo 13,45 hectares de reserva ambiental. Quatro fazendas da estão sendo investigadas pelo uso irregular de fogo e prestação de informações falsas no cadastro ambiental.

De acordo com as decisões assinadas pela promotora de justiça Michelly Queiroz de Oliveira, registradas no Diário de Justiça desta terça-feira (28), a investigação do MP-BA irá verificar o impacto das intervenções realizadas pelas fazendas Poço das Caatingas, Bonfim e Boa Vista (sendo duas registradas com esse nome),e, se possível, firmar um acordo de ajustamento de conduta, tomando todas as medidas legais cabíveis.

Uma das fazendas Boa Vista também está sendo investigada por prestar informações falsas no CEFIR (Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais), documentação essencial para regularizar áreas de preservação e obrigatório em casos de licenciamento ambiental e acesso a créditos rurais.

Prática de queima em área rural

A queima controlada é regulada no Brasil desde 1998 e vedada para a supressão de vegetação nativa. O uso é permitido apenas em áreas e condições específicas e exige o envio de documentação.

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

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