Quaest: 30% dos baianos se informam sobre política nas redes sociais; TV ainda lidera
Plataformas digitais já superam rádio e sites como fonte de informação eleitoral no estado

A televisão ainda é a principal fonte de informação política dos baianos, mas as redes sociais avançam de forma expressiva e já deixaram para trás o rádio, os sites e os blogs. É o que aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), que mapeou os canais pelos quais os eleitores do estado acompanham o noticiário político.
Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados disseram se informar pela TV. Na sequência aparecem as redes sociais, com 30%, dado que chama atenção de especialistas pelo contexto de desinformação em que o país está inserido. Outros veículos somam 12%, sites e blogs respondem por 6%, o rádio aparece com apenas 3% e 4% afirmaram não se informar sobre política. Um por cento não quis responder.
Veja o gráfico do levantamento

Para o cientista político João Villas Boas, o crescimento das redes sociais como fonte de informação reflete uma mudança estrutural no comportamento do eleitor. Segundo ele, plataformas como WhatsApp, TikTok e Instagram deixaram de ser espaços de entretenimento para se tornar ambientes de consumo de conteúdo político.
“As redes sociais hoje são um espaço em que as pessoas e naturalmente os eleitores passam a maior parte do seu dia praticamente conectados. Deixou de ser não somente uma fonte de diversão e entretenimento, mas passou a ser também um local de consumo de conteúdo inclusive político. Hoje as pessoas optam muitas vezes por se informar sobre determinada biografia ou determinado projeto de algum político, parlamentar ou até mesmo candidato através das redes sociais dele”, afirmou.
Impacto nas campanhas
O especialista aponta que essa migração do eleitor para o ambiente digital transformou também a forma de fazer campanha. Partidos e candidatos passaram a investir em estruturas profissionais de produção de conteúdo, com equipes dedicadas a cada plataforma e estratégias segmentadas por público.
“Isso implicou também em uma mudança na forma de fazer política, de fazer campanha. A gente tem percebido inclusive uma profissionalização muito grande dentro das campanhas políticas, de modo em que há um setor praticamente específico e designado com a função de criar conteúdos para redes sociais”, disse Villas Boas.
Alerta para as fake news
O cientista político alertou ainda para os riscos desse cenário em tempos de fake news. Sem mecanismos robustos de verificação, o fluxo contínuo de informações nas plataformas digitais mistura fato, opinião e entretenimento, terreno fértil para a desinformação.
“Hoje, o celular é a principal porta de entrada da informação. Plataformas como TikTok, Instagram e WhatsApp deixaram de ser apenas espaços de entretenimento e passaram a funcionar como ambientes onde as pessoas se informam e formam opinião. Isso altera a lógica da política, porque o conteúdo circula em um fluxo contínuo, misturando informação, opinião e entretenimento, mediado por algoritmos e sem um elevado controle de veracidade, o que denota a preocupação com as fake news”, alertou.
A Quaest entrevistou 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de abril de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BA-03657/2026.
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