Publicado em 30/04/2026 às 13h48.

Erick e Fábio Mota são punidos após críticas à arbitragem do Brasileirão

Atacante pega dois jogos de suspensão e presidente é afastado por 30 dias

Rodrigo Fernandes
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

 

A 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta quinta-feira (30) as reclamações do Vitória sobre a arbitragem na derrota para o Athletico-PR por 3 a 1, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, e definiu punições para dois integrantes do clube.

O atacante Erick foi suspenso por dois jogos, enquanto o presidente Fábio Mota recebeu gancho de 30 dias. Já o técnico Jair Ventura foi absolvido e não sofreu punição.

O trio foi denunciado com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina ou reclamações desrespeitosas contra a arbitragem.

As punições estão ligadas às manifestações feitas após a partida. Na ocasião, Erick afirmou que o Vitória havia sido “roubado de novo”, em referência também ao jogo anterior, contra o Flamengo.

Fábio Mota também havia feito críticas públicas, classificando a atuação da arbitragem como “escândalo”, enquanto Jair Ventura afirmou que situações como aquela acabam “em pizza”.

Apesar das punições, o caso ainda não está encerrado. O Vitória pode recorrer da decisão ao Pleno do STJD e solicitar efeito suspensivo para liberar os envolvidos até um novo julgamento.

Com isso, Erick pode ser relacionado para o confronto contra o Coritiba, no próximo sábado (2), pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, caso o pedido seja aceito.

 

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

 

Contexto de insatisfação

As declarações ocorreram após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, marcada por reclamações do Vitória em relação à arbitragem.

Entre os principais pontos levantados pelo Leão está uma entrada considerada violenta contra o volante Zé Vitor, ainda nos primeiros minutos do jogo.

De acordo com o clube, a jogada reunia elementos para expulsão direta, mas não foi punida dessa forma.

Outro episódio destacado envolve a marcação de um pênalti contra o zagueiro Cacá. Na avaliação do Vitória, não houve infração no lance, o que configuraria erro de interpretação da arbitragem.

Além disso, a diretoria rubro-negra aponta uma entrada com uso de força excessiva contra o atacante Renê, considerada de risco, que não recebeu a sanção disciplinar esperada.

O clube chegou a formalizar um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apontando erros em lances decisivos da partida e questionando a atuação do VAR.

Em entrevista ao bahia.ba, na última segunda-feira (26), o presidente Fábio Mota reforçou a insatisfação com os episódios.

“A gente se sente completamente impotente com a situação que aconteceu. Não é a primeira, foram duas seguidas. Esperamos que tenha justiça. Nós não estamos querendo nos vitimizar, mas as imagens falam por si só e mostraram isso tanto no jogo do Flamengo quanto no jogo do Athletico-PR”, declarou o dirigente rubro-negro.

“O que o Vitória quer é uma arbitragem correta, isenta, que os critérios sejam definidos. Precisa ter a uniformização dos critérios”, completou.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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