Publicado em 01/06/2026 às 17h03.

Vereador de Salvador celebra avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1

Vereador afirma que um senador da Bahia é “favorável a esse absurdo”

Redação
Foto: André Souza / bahia.ba

 

O vereador de Salvador, Hamilton Assis (PSOL), comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. A proposta avançou na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27) e agora seguirá para análise no Senado. O parlamentar, que já apresentou um projeto com pauta semelhante na capital baiana, classificou a medida como um marco para os trabalhadores.

Em declaração, Hamilton afirmou que a aprovação representa uma conquista. “A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 é uma vitória histórica da classe trabalhadora. É a prova de que direitos não caem do céu: são conquistados com organização popular, mobilização social e muita luta política”, declarou.

O vereador também argumentou que o debate sobre a redução da jornada possui impacto direto sobre desigualdades sociais e raciais no país. Segundo ele, trabalhadores negros, periféricos e de baixa renda estão entre os mais afetados pelas jornadas exaustivas.

“Em um país marcado por profundas desigualdades, foram justamente os trabalhadores mais pobres, negros e periféricos que suportaram as jornadas mais desgastantes e as condições mais precárias de trabalho. Garantir mais tempo para descanso, convivência familiar, estudo, cultura e lazer é reconhecer a dignidade de quem produz a riqueza deste país”, afirmou o vereador.

Ao comentar o posicionamento de adversários da proposta, Hamilton criticou apoiadores da manutenção da escala atual e mencionou o senador Angelo Coronel (Republicanos), apontado por ele como favorável ao modelo 6×1. “O descanso semanal remunerado é uma conquista civilizatória e deve ser preservado. Inclusive, na Bahia, o senador Angelo Coronel (Republicanos) se coloca como favorável a esse absurdo. O que querem, a volta da escravidão? A regulamentação do trabalho análogo à escravidão?”, critica o vereador de Salvador.

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