Publicado em 01/06/2026 às 18h27.

Flávio Bolsonaro diz que operação contra produtora de Dark Horse é ‘eleitoreira’

O senador acrescentou ainda que não há relação entre a investigação e a produção

Luana Neiva
Foto: Reprodução/CCN Brasil

 

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil que atingiu a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil) teria motivação política.

A ação também envolveu a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, ficção inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante agenda em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro classificou a operação como “perseguição” e “pescaria probatória”.

“Eu não quero crer que uma parte da polícia esteja sendo usada para fins eleitoreiros e usar em uma operação como essa, não para ver se teve algum problema nesse contrato de Wi-Fi, mas para tentar por uma via transversa, uma chamada pescaria probatória, tentar encontrar alguma coisa que vá contra o filme do presidente Bolsonaro”, disse.

O senador acrescentou ainda que não há relação entre a investigação e a produção. “Então, eu quero falar o seguinte, com muita tranquilidade e segurança: não tem nada a ver com esse filme”, afirmou.

Operação

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (1º), uma operação que investiga suspeitas de fraudes no contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de internet gratuita na capital paulista.

O ICB é ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, também proprietária da produtora Go Up Entertainment Ltda., responsável pelo filme “Dark Horse”, obra que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária, nas sedes das empresas investigadas e também na Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), responsável pelo contrato do programa de Wi-Fi público.

De acordo com as investigações, o contrato inicial de R$ 108 milhões teria chegado a R$ 157,1 milhões após aditivos assinados pela gestão municipal. Desse total, cerca de R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a devida contraprestação de serviços, o que pode indicar possível desvio de recursos públicos.

O programa previa a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita em vias públicas da cidade. No entanto, apenas 3.200 teriam sido instalados dentro do prazo. Ainda assim, a Prefeitura teria realizado pagamentos antecipados, mesmo com baixa entrega do serviço.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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