Publicado em 02/07/2026 às 08h37.

Coronel minimiza apoio de Zé Ronaldo a Flávio Bolsonaro e celebra democracia

Aliado de ACM Neto, parlamentar afirmou que eleitorado baiano tem liberdade para escolher seus candidatos

Pevê Araújo / André Souza
Foto: André Souza/bahia.ba

 

No calor do cortejo do 2 de Julho nesta quinta-feira (2), o senador e pré-candidato à reeleição pelo Republicanos, Angelo Coronel, minimizou as polêmicas sobre as alianças da oposição baiana.

Ao comentar a declaração de apoio de Zé Ronaldo ao senador Flávio Bolsonaro, Coronel pontuou que o atual cenário político exige respeito à liberdade individual de escolha, rejeitando qualquer tipo de imposição partidária rígida dentro do grupo político capitaneado por ACM Neto.

“Cada um expressa o seu sentimento, a vontade de apoiar a quem bem quer e quem bem entender”, afirmou o senador ao analisar a movimentação de apoios na ala oposicionista. Coronel usou o exemplo do cenário local para demonstrar a pluralidade da base aliada.

“Estou vendo aqui o Zema vindo aqui hoje. Tem um grupo ligado a Neto também que apoia o Zema, como tem grupo ligado a Neto que apoia a Flávio, outros apoia Caidado. Faz parte. Aqui ninguém tem cabresto, nem cabeção, nem rédea para seguir só um caminho”, afirmou.

Questionado sobre as recentes entregas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, que incluíram a inauguração de uma ala hospitalar, o parlamentar celebrou o benefício para a população, mas fez críticas à demora e ao uso político de equipamentos de saúde coletiva.

“O hospital demorou. O hospital que estava pronto, muita gente na fila de regulação, muita gente esperando o hospital para se internar. E, ainda bem que reduziram o prejuízo, inauguraram ontem para entregar à população”.

Para ele, a assistência médica deve ser isolada do debate eleitoral. “Instrumento que mexe com saúde não pode ter política. E que se faça política, mas não com unidade fechada. Reabriram ontem, quem vai ganhar com isso é a população da Bahia”.

Movimentação no 2 de Julho

Ao avaliar o movimento das ruas como um termômetro direto para as eleições gerais de outubro, o ex-aliado do PT exaltou a importância dos festejos da independência baiana como reflexo do espírito democrático.

“É a emoção e o que acontece no ano político, mais ainda. A gente vê essa guerra de torcida no bom sentido, isso é o que faz a democracia. Quando as pessoas se juntam, cada um com seu propósito, com suas ideias, é o que reflete aqui hoje o 2 de Julho”, concluiu Coronel.

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