Candidata a Melhor Vila Turística do Mundo, Lençóis tem atrações diversas para os visitantes
Confira experiências que podem ser vividas na candidata a selo internacional

A Chapada Diamantina atrai milhares de turistas que buscam experiências das mais diversas. Para além das trilhas e cachoeiras, a região também oferece uma agenda cultural que se estende por todos os meses do ano.
Segundo a diretora do Guia Chapada Diamantina, Branca Resende, o destino oferece uma oportunidade rara de renovar energias e desacelerar o pensamento. Ela afirma que a Chapada Diamantina vai muito além de um destino turístico, representando experiência, encontro e transformação.
Um dos pontos centrais deste destino é o município de Lençóis, uma das principais portas de acesso à Chapada Diamantina. A cidade serve como “base” da região e oferece diversão tanto para aqueles que pretendem aproveitar a própria Lençóis quanto para aqueles que desejam visitar diversos destinos espalhados pelos municípios da Chapada.
Neste ano, Lençóis está entre os sete destinos brasileiros que concorrem ao selo “Melhores Vilas Turísticas do Mundo”, iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) Turismo que reconhece locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.
Confira abaixo três roteiros que reforçam a força cultural e natural de Lençóis
Festa do Senhor dos Passos
Celebrada em janeiro, a festa une fé e cultura pelas ruas de Lençóis. A Festa do Senhor dos Passos é geralmente realizada entre 23 de janeiro e 2 de fevereiro e homenageia o padroeiro dos garimpeiros da região da Chapada Diamantina. Desde 2023, a festa é considerada patrimônio estadual e, em 2026, passou a ser reconhecida como patrimônio nacional.
Ainda falando em atração histórica e cultural, também é possível visitar o Complexo Arqueológico Serra das Paridas. O local dispõe de quatro áreas para visitação com várias pinturas rupestres, que representam pessoas, animais e figuras geométricas curiosas, como o desenho que lembra um extraterrestre, considerado o mascote do local.

Restaurantes
Em Lençóis, os turistas também podem viver experiências gastronômicas. Restaurantes como Sabor da Serra, Lampião e Quilombola têm no cardápio opções que podem agradar pessoas de todo o mundo, mas, ao mesmo tempo, valorizam ingredientes baianos.

Cachoeiras e atrações da natureza
As cachoeiras são, tradicionalmente, um dos pontos que mais atraem turistas para Lençóis e cidades da Chapada Diamantina. Entre as mais famosas do município estão a Cachoeira do Mosquito, a Cachoeira do Sossego e a Cachoeira do Mixila.
Os interessados em atrações naturais também podem visitar o Parque Municipal da Muritiba – que contém Salões de Areia, o Poço Halley, a Cachoeirinha e a Cachoeira da Primavera – e o Rio Mucugezinho – que tem como um dos destaques o Poço do Diabo.

Outras atividades
O território oferece uma agenda cultural vibrante que se estende por todos os meses do ano, permitindo que o visitante planeje sua viagem para qualquer época. O calendário começa em janeiro com o Boi Estrela, em Igatu. Em fevereiro, o tradicional Carnaval de máscaras de Rio de Contas atrai quem busca festejos menores e históricos. No período junino, o São João movimenta praças de municípios como Mucugê e Ibicoara com o forró pé de serra, enquanto o segundo semestre é marcado pela Feira Literária de Mucugê (Fligê) e pelo Festival de Jazz no Vale do Capão.
Além dos eventos sazonais, a Chapada Diamantina preserva tradições ancestrais que podem ser vivenciadas cotidianamente. Um dos grandes destaques é o Jarê, religião exclusiva da região, reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. O território também reúne mais de 80 comunidades quilombolas que preservam saberes de matriz africana, oferecendo roteiros de base comunitária onde o viajante participa da rotina artesanal e agrícola das famílias nativas.
O território também reúne mais de 80 comunidades quilombolas que preservam saberes de matriz africana, oferecendo roteiros de base comunitária onde o viajante participa da rotina artesanal e agrícola das famílias nativas.
Todas essas experiências estão presentes na 10ª edição do Guia Chapada Diamantina, projeto editorial realizado há 25 anos. A obra foi construída coletivamente por 108 pessoas, incluindo o olhar de 64 fotógrafos que mapearam cada detalhe da alma do território.
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