Publicado em 13/07/2026 às 10h16.

Filho de ginecologista preso em Salvador diz que óculos inteligente gerou mal-entendido

Magistrado apontou falta de provas para manter prisão

Pevê Araújo
Foto: Reprodução / CREMEB

 

O filho do médico ginecologista Hosaná Pereira de Santana se manifestou neste domingo (12) após a decisão judicial que considerou ilegal a prisão do profissional, acusado de filmar pacientes durante consulta.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o advogado Hosanah Filho disse que o pai foi vítima de acusações infundadas. O médico foi preso na última sexta-feira (10), na Clínica da Família, no bairro de Vila Laura, em Salvador.

“É fundamental esclarecer que meu pai jamais cometeu qualquer ato ilícito. O objeto que gerou toda a confusão foram seus óculos da Meta, que ele utiliza diariamente por possuírem lentes de grau. É importante pontuar que esses óculos possuem um funcionamento específico e transparente: o dispositivo só realiza qualquer gravação se for ativado manualmente pelo usuário”, escreveu o filho.

Ainda de acordo com o advogado, o ginecologista colaborou com as autoridades e entregou seus dispositivos eletrônicos e senhas. Para Hosanah Filho, foi criada uma falsa narrativa de que o médico teria confessado o crime.

“Hoje, recebemos a confirmação da Justiça: o flagrante foi reconhecido como ilegal por absoluta ausência de provas. A suposta gravação nunca existiu. Em mais de 30 anos de carreira, meu pai pautou sua conduta pelo respeito ético e pelo cuidado com cada pessoa que passou pelo seu consultório”, pontuou.

“Não podemos permitir que a “justiça da internet”, que condena sem o devido processo legal, destrua uma vida de dedicação. Seguimos empenhados em esclarecer a verdade e responsabilizar aqueles que contribuíram para este circo midiático. O apoio, a solidariedade e as mensagens de carinho que temos recebido são o que nos mantém firmes. A confiança de vocês é a prova maior da conduta impecável dele ao longo de décadas”, completou.

O processo aponta que o ginecologista autorizou o acesso ao aplicativo Meta View, utilizado nos óculos em que estava usando. Nenhum material foi encontrado.

“Embora o receio seja compreensível diante das circunstâncias, a restrição da liberdade exige lastro probatório mínimo”, determinou o magistrado.

 

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