Publicado em 15/07/2026 às 20h17.

Boulos diz que vantagem de Lula em pesquisa não decide eleição

"Eleição não se ganha de véspera. Eleição se ganha com voto do povo", afirmou o ministro

André Souza / Gabriela Encinas
Foto: Daniel Serrano / Bahia.ba

 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou nesta quarta-feira (15) que a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia não garante o resultado da disputa presidencial de 2026. Segundo ele, a campanha será determinante para definir o vencedor.

A declaração foi dada durante agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em Cajazeiras, que reuniu lideranças petistas para a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) e o lançamento de um comitê popular da campanha de Lula.

Pesquisa Quaest

Ao comentar o levantamento, Boulos afirmou que pesquisas registram apenas o cenário do momento e que o resultado da eleição dependerá do convencimento do eleitorado durante a campanha. “Eleição não se ganha de véspera. Eleição se ganha com voto do povo”, afirmou.

Na avaliação do ministro, a comparação entre os governos petistas e o grupo político adversário favorecerá Lula. “Por tudo que o presidente Lula fez nesse terceiro mandato, ainda mais se a gente comparar com a história, com a trajetória mal explicada do nosso adversário, eu acredito que nós temos todas as condições de ganhar essa eleição”, disse.

Boulos também afirmou que a campanha deverá explorar o histórico dos candidatos. “Na campanha nós vamos comparar. Qual é a trajetória, a biografia do presidente Lula e qual é a ficha corrida do Flávio Bolsonaro? Quais são as realizações pro Brasil, pro Nordeste, pra Bahia do nosso governo? Eu acho que o povo analisando isso vai saber votar certo”, declarou.

Queixa-crime de Caiado

O ministro também comentou a queixa-crime apresentada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), após declarações de Boulos sobre contratos do governo goiano.

Segundo ele, as críticas tiveram como base informações já divulgadas pela imprensa e por investigações policiais. “O Caiado precisa se deparar com os fatos, ele não está brigando comigo, está brigando com os fatos”, afirmou.

Na sequência, Boulos voltou a cobrar explicações sobre um contrato firmado pela gestão goiana. “Eu fui cobrar coerência do Caiado. Ele gosta de dizer que é o xerifão da segurança pública. Por que é que no governo dele foi R$ 140 milhões para uma empresa ligada ao crime?”, questionou.

O ministro concluiu dizendo que apenas reproduziu informações já tornadas públicas. “O que eu disse foi o que toda a grande imprensa publicou e o que a Polícia Civil de São Paulo investigou”, afirmou.

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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