Escândalo da JBS: Aécio Neves pediu R$ 2 milhões a empresário
O presidente do PSDB afirmou que precisava do valor para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato; o dinheiro, contudo, foi para deputado do PMDB

A Procuradoria Geral da Repúplica (PGR) recebeu uma gravação de Joesley Batista, dono da JBS, em que o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e candidato à Presidência em 2014, pede R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava do valor para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava-Jato. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira (17) pelo jornal O Globo.
A gravação, com aproximadamente 30 minutos, mostra o político e o dono da JBS em um hotel de São Paulo. O tucano fala, no vídeo, o nome de Alberto Toron como criminalista que o defenderia – nome que já havia sido citado ao milionário pela irmã do tucano, Andréa Neves.
Sem delongas, o pedido é aceito e o empresário questiona quem seria o responsável por “pegar as malas”: “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, propôs Joesley.
“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, respondeu Aécio.
O líder do PSDB, então, indica um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística.
Já o intermediador do repasse foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma.
No material que chegou às mãos de Fachin, a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro não foi repassado a advogado algum. As filmagens da Polícia Federal mostram que, na verdade, após receber o dinheiro, Fred repassou as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte, seguido pela PF, e negociou para que os recursos fossem parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella.
Mais notícias
-
Política15h16 de 01/05/2026
Cirurgia de Bolsonaro no DF Star ocorre sem complicações, aponta boletim médico
Procedimento no ombro direito foi autorizado pelo STF e segue em recuperação
-
Política15h13 de 01/05/2026
Governo do Rio nega patrocínio para show de Shakira em Copacabana
Governo patrocinou o show de Madonna em mais de R$ 10 milhões e o de Lady Gaga com R$ 15 milhões
-
Política14h44 de 01/05/2026
No Dia do Trabalhador, Jerônimo defende fim da escala 6×1: ‘Bandeira de todos [...]
Governador destaca avanços no emprego e investimentos em qualificação na Bahia
-
Política14h35 de 01/05/2026
Jerônimo lamenta morte de criança no Engenho Velho e garante apuração do caso
Criança foi ferida durante tiroteio entre criminosos e a polícia
-
Política12h06 de 01/05/2026
Durante sabatina de Jorge Messias, Lula se reúne com Wagner e Jerônimo para discutir BYD
-
Política10h37 de 01/05/2026
Deputado propõe regras para uso de inteligência artificial na Bahia
O projeto também determina que órgãos públicos divulguem informações claras sobre o uso dessas ferramentas
-
Política10h31 de 01/05/2026
Lula tem 48h para promulgar PL da Dosimetria após derrota no Congresso
Projeto reduz penas de condenados pelo 8 de Janeiro e pode beneficiar ao menos 179 presos
-
Política10h16 de 01/05/2026
PT lança campanha ‘Primeiro de Maio, Primeiro Você’ pelo fim das escalas exaustivas
A iniciativa foi divulgada nas redes sociais pela Secretaria Nacional de Comunicação da sigla
-
Política10h02 de 01/05/2026
Moraes autoriza Michelle a acompanhar Bolsonaro durante internação
A decisão foi tomada após pedido da defesa e inclui também a autorização para a realização da cirurgia
-
Política09h30 de 01/05/2026
Deputado protocola moção de repúdio após fala de Daniela sobre Edson Gomes
Para o parlamentar, não se pode admitir julgamentos públicos sem garantias legais










