Publicado em 13/12/2019 às 11h13.

‘A expectativa é de 20 mil empregos diretos’, diz Rui sobre Ponte Salvador-Itaparica

Governador cita crescimento imobiliário como uma das formas de retorno do investimento bilionário no projeto que irá ligar as regiões

Redação
Foto: Matheus Morais / Bahia.ba
Foto: Matheus Morais / Bahia.ba

 

O governador Rui Costa (PT) participou nesta sexta-feira (13) do leilão que definiu o consórcio para a construção da Ponte Salvador-Itaparica, realizado na Bolsa de Valores (B3).

Em entrevista, o governador revelou que as expectativas com o início do projeto são de transformar o perfil econômico de regiões importantes da Bahia.

“É o maior projeto de infraestrutura realizado nos últimos anos no Brasil e vai ajudar a mudar o perfil econômico, de desenvolvimento, de regiões importantes na Bahia. A Bahia começa a redesenhar a sua economia, seu desenvolvimento na região do Baixo Sul, no Recôncavo e com isso nós vamos elevar índice de desenvolvimento, renda e empregabilidade”, afirma.

A expectativa do governo, segundo Rui Costa, é de que o investimento que custou aos cofres públicos R$ 1,5 bilhão e R$ 4,5 bilhões de recursos privados, gere cerca de 20 mil empregos diretos na região.

“As obras começam em um ano, o contrato prevê 1 ano de mobilização e projeto executivo, e quatro anos de obra. A expectativa é que no pico da obra nós possamos ter 20 mil empregos direto e paralela a execução da obra a expectativa é que tenhamos mais empregos nos serviços e também no crescimento imobiliário. Estamos apostando muito que a região vai ter uma intensa mobilização”.

Questionado sobre o impacto ambiental que uma obra da grandeza da Ponte Salvador-Itaparica pode causar na região, o governador garantiu que esta foi uma das preocupações prioritárias do governo para o desenvolvimento do projeto.

“A licença ambiental tá feita. Nós estamos trabalhando com o plano diretor dos municípios. Foi contratado estudos, consultorias que desenvolveram esses planos, foi discutido com a câmara dos vereadores. O projeto da ponte tem todo um projeto em água, esgoto, mobilidade urbana, plano diretor para fazer um assentamento ordenado, garantindo e preservando o meio ambiente”.

O governador acredita que o interesse de investimentos privados na região, como o mercado imobiliário, irá devolver o valor investido pelo Governo na obra.

“Não tenho a menor dúvida em afirmar isso, teremos um grande crescimento de investimento imobiliário. A expectativa nossa é de que esse recurso pago pelo estado retornará em forma de arrecadação com todos os investimentos privados que ocorrerão a partir do início da ponte”.

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