Publicado em 10/10/2019 às 15h01.

Análise da UFBA confirma que manchas de óleo no litoral nordestino são da Venezuela

A divulgação do resultado na manhã desta quarta-feira (10), concluiu o mesmo que a Marinha do Brasil e a Petrobras já tinham divulgado anteriormente

Redação
Foto: Adema/Governo de Sergipe
Foto: Adema/Governo de Sergipe

 

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou na manhã desta quarta-feira (10) o resultado do terceiro laudo sobre as manchas de óleo encontradas no litoral do Nordeste. A conclusão da pesquisa confirmou que o óleo é proveniente de bacia petrolífera da Venezuela. O resultado da Ufba é o mesmo que a Marinah do Brasil e a Petrobras divulgou nos últimos dias.

O novo documento foi produzido com o objetivo de ser independente e mais um instrumento de colaboração com as investigações. Também nesta quinta a Marinha informou que a mancha avançou pelo litoral e já chega a no distrito de Arembepe, em Camaçari.

A diretora do Instituto de Geociências (Igeo-Ufba), Olívia Oliveira, disse que as amostras recolhidas tratam-se, possivelmente, de petróleo cru que perdeu compostos químicos por meio de evaporação. Olívia ainda afirmou que por causa do tempo que o material está no mar, a confirmação sobre ser realmente petróleo cru, fica prejudicada.

Por ter viscosidade alta, os cientistas não descartam a chance de ser bunker, combustível usado em navios. Conforme a nota técnica, a análise dos biomarcadores e da presença de carbono apontaram que o material contaminante tem semelhança com um dos tipos de petróleo produzido na Venezuela. “Nenhum petróleo produzido no Brasil apresenta distribuição de biomarcadores similar aos resultados encontrados”, revelou a diretora.

Este estudo mais recente será remetido ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), que vem acompanhando e reunindo informações sobre o fato no estado. Os pesquisadores eliminaram a possibilidade de o óleo ser proveniente de vazamento de plataformas brasileiras de extração.

A análise do fluido foi concluída em três dias e contou com uma equipe técnica de 16 pessoas, entre geólogos, biólogos, físicos e químicos. O material oleoso usado no estudo foi coletado nas costas sergipana e baiana em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

 

 

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