Publicado em 08/12/2015 às 07h46.

BA: Cacau pode ser afetado com aumento da temperatura global

A avaliação é de um pesquisador e professor de genética e melhoramento de plantas, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc)

Redação
(Foto: Alisson Fagundes l Divulgação)
(Foto: Alisson Fagundes l Divulgação)

A produção de cacau na Bahia pode ser efetada com aumento da temperatura global. Avaliação é de um pesquisador e professor de genética e melhoramento de plantas, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

De acordo com o G1, Dário Ahnert desenvolve um estudo referente ao cacau e mantém pesquisas sobre o fruto. “O problema do aumento de temperatura, não é o calor, mas sim, a falta de chuva. Isso porque a plantação do cacau precisa de 40 litros de água diários por planta e, se não chove, a situação fica complicada”, diz Ahnert.

O aumento da temperatura foi divulgado no início do mês de novembro deste ano pelo Escritório Meteorológico do Reino Unido, o Met Office. O representante do Sindicato Rural de Ilhéus – de onde saem as maiores safras brasileiras – , Milton Andrade, explicou a relação do aumento da temperatura com a plantação de cacau. “A gente já vem sofrendo com o aquecimento global por conta do El Niño, que apesar de estar relacionado ao calor, provoca a estiagem, causa interferência na movimentação da temperatura dos oceanos. Com isso, o item temperatura nunca está sozinho e fenômenos como esse [El Niño] são danosos à agricultura”, avalia Andrade ao G1.

Exportação – Após 20 anos, o Porto de Ilhéus voltou a exportar amêndoas de cacau em larga escala. A região viveu altos índices de produção e exportação no século passado. A arroba do cacau gira em torno de R$ 150. Os produtores também investem na melhoria da amêndoa, o que tem atraído produtores de chocolate da Europa. No ano passado, o Brasil produziu 280 mil toneladas de cacau, sendo que todas as indústrias juntas consomem 250 mil toneladas.

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