Publicado em 25/03/2026 às 18h52.

Bahia mantém menor índice do Brasil em experimentação de drogas por adolescentes

No estado, 5,2% dos rapazes afirmaram já ter experimentado substâncias, em comparação a 3,5% das moças; veja números

Redação
Foto: Arquivo/Agência Brasil

 

A Bahia consolidou-se em 2024 como o estado brasileiro com a menor proporção de estudantes entre 13 e 17 anos que já experimentaram drogas ilícitas. Segundo os dados mais recentes, o índice no estado caiu de 5,5% em 2019 para 4,3% em 2024, seguindo uma tendência de redução também observada no cenário nacional, onde a média recuou de 13% para 8,3%.

Enquanto a Bahia lidera o ranking de menor consumo, unidades da federação como o Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Espírito Santo apresentam as maiores taxas de experimentação entre os escolares, com índices que variam entre 10,5% e 12,2%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cenário na capital baiana

Em Salvador, a trajetória também foi de queda no uso de substâncias ilícitas, com o percentual de adolescentes que já tiveram contato com drogas passando de 9,1% para 7,7% no intervalo de cinco anos. Apesar dessa redução absoluta, a capital baiana subiu no ranking comparativo entre as capitais, ocupando agora o décimo menor índice do país.

Esse movimento indica que outras cidades brasileiras conseguiram reduções ainda mais drásticas no mesmo período. No topo da lista de experimentação entre as capitais figuram Florianópolis, Vitória e Brasília, todas com indicadores acima de 12%.

Perfil de usuários

O perfil dos jovens baianos que declararam já ter utilizado drogas ilícitas revela uma predominância do sexo masculino e de alunos matriculados em instituições de ensino públicas. No estado, 5,2% dos rapazes afirmaram já ter experimentado substâncias, em comparação a 3,5% das moças.

Quando observado o recorte por rede de ensino, a taxa na rede pública é de 4,5%, enquanto na privada o índice é de 3,5%. Em Salvador, essa disparidade é ainda mais acentuada: o uso entre homens chega a 9,2%, e a diferença entre a rede pública e a particular é de quase o dobro, registrando 9,1% e 4,6%, respectivamente.

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