Bahia registra salto no uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes
Em Salvador, o avanço do uso foi mais moderado do que no restante do estado; veja dados

Entre 2019 e 2024, a Bahia apresentou um fenômeno de substituição no hábito de fumar entre jovens de 13 a 17 anos. Enquanto a experimentação do cigarro convencional registrou uma leve queda, passando de 12,9% para 12,3%, o uso de dispositivos eletrônicos, como vapers e pods, mais que dobrou no mesmo período.
A proporção de estudantes baianos que já experimentaram o cigarro eletrônico saltou de 9,6% para 21,2%, o que significa que hoje um em cada cinco adolescentes no estado já teve contato com esses dispositivos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse crescimento acompanha uma tendência nacional, onde o índice de experimentação subiu de 16,8% para 29,6% em cinco anos. Embora a Bahia tenha registrado um aumento significativo, o estado ainda ocupa uma posição de destaque positivo no ranking nacional, detendo a sexta menor proporção de uso de cigarros eletrônicos entre as unidades da federação.
Na capital baiana
Em Salvador, o avanço do uso de cigarros eletrônicos foi mais moderado do que no restante do estado, crescendo de 14,6% para 17,7% entre 2019 e 2024. A capital baiana destaca-se nacionalmente com o terceiro menor índice entre as capitais, empatada com Manaus e ficando atrás apenas de Belém e Macapá.
Outro dado relevante é a queda expressiva no uso de cigarro comum em Salvador, que reduziu de 18% para 12,2% no período, consolidando a cidade como a capital com a menor proporção de fumantes de tabaco convencional do Brasil.
Perfil de usuários
O perfil dos usuários na Bahia mostra um equilíbrio quase exato entre gêneros, com 21,4% dos homens e 21% das mulheres relatando a experimentação. No entanto, há uma diferença marcante no recorte por rede de ensino: o uso é muito mais frequente entre alunos da rede pública, onde atinge 22,2%, do que na rede particular, que registra 15,2%.
Nacionalmente, a tendência inverte em relação ao gênero, com as mulheres experimentando mais do que os homens, mas mantém a predominância do uso em escolas públicas, sinalizando desafios específicos para as políticas de prevenção e saúde escolar em diferentes estratos sociais.
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