Publicado em 05/12/2015 às 10h00.

Bahia terá Centro de monitoramento para casos de microcefalia

Unidade passa a funcionar a partir do dia 10 de dezembro e vai centralizar ações de controle

Redação

 

Centro de Operações de Emergências em Saúde. Foto: Secom-Ba
Centro de Operações de Emergências em Saúde. Foto: Secom-Ba

Diante das seis mortes atribuídas à microcefalia e dos 112 casos notificados em 2015 com suspeita da doença até o dia 1º de dezembro, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) anunciou nesta sexta-feira (4) que no próximo dia 10 entra em funcionamento o Centro de Operações de Emergências em Saúde.

O objetivo da unidade é atender às necessidades de produção e atualização de informações sobre o quadro epidemiológico baiano e estabelecimento das medidas de vigilância, controle e atenção. A iniciava será coordenada pela Sesab e contará com participação de outros órgãos estaduais, Ministério da Saúde, além de especialistas de diversas áreas, como sanitaristas, epidemiologistas, infectologistas, obstetras, neuropediatras. Serão produzidos boletins semanais, divulgados sempre as segundas, a partir das 15h.

O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, bem como o estabelecimento de um plano para controle das microcefalias e redução dos agravos. “Caso necessário, o envio de recursos adicionais será realizado”, afirma o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, complementando que está em produção uma nova campanha de mobilização, envolvendo a população e os gestores municipais.

Busca de recursos- Os secretários de saúde dos estados atingidos estão em diálogo para unificar as estratégias e encaminhar as demandas em bloco para o Ministério da Saúde. Entre as propostas da Bahia, propõe-se a liberação de verba suplementar do Governo Federal, da ordem de R$ 15 milhões, para as ações de intervenção e contenção do processo epidêmico, além de fornecimento emergencial do suprimento de larvicidas e adulticidas, bem como agilização dos resultados dos exames laboratoriais enviados para o Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório de referência para Zika, até a implantação da técnica no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen), na Bahia.

Os recursos servirão ainda para adquirir novos pulverizadores costais, testes rápidos para diagnóstico de dengue e chikungunya, bem como ampliar o projeto do Aedes transgênico, em Juazeiro.

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