Publicado em 04/04/2026 às 20h27.

Baianos encontrados mortos na Paraíba se mudaram há 2 meses para trabalhar

Trabalhadores de Campo Formoso e Morro do Chapéu foram executados a tiros

Raquel Franco
Fotos: Reprodução/TV Cabo Branco

 

O Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa confirmou, neste sábado (4), que os quatro corpos encontrados em uma área de mata no bairro Brisamar pertencem aos trabalhadores baianos desaparecidos desde a última terça-feira (31). As vítimas, que atuavam na construção civil, haviam se mudado para a Paraíba há apenas dois meses para trabalhar em uma obra local.

Os homens foram identificados como:

– Cleibson Jaques, 31 anos, de Campo Formoso;
Lucas Bispo, de Campo Formoso;
Sidclei Silva, 21 anos, de Morro do Chapéu;
Gismário Santos, 23 anos, de Morro do Chapéu.

Mudança repentina

Familiares das vítimas chegaram à capital paraibana para a liberação dos corpos neste sábado (4). Em depoimento, a viúva de Gismário Santos relatou que o marido aceitou a transferência de forma repentina e demonstrava insegurança por não conhecer a região.

O último contato com as famílias ocorreu na noite de terça-feira (31). Segundo relatos, uma chamada de vídeo de um dos trabalhadores foi interrompida abruptamente após homens invadirem a casa de apoio onde o grupo estava hospedado, em Bayeux. O motorista da empresa encontrou o imóvel revirado na manhã seguinte.

Trabalhadores executados

Os corpos foram localizados após moradores denunciarem o abandono de um veículo roubado que exalava forte odor. Segundo a perícia técnica, os homens foram executados a tiros há cerca de dois dias. 

A investigação também indica que houve tortura. Três dos quatro homens estavam com as mãos amarradas para trás.

Imagens de câmeras de segurança registraram quatro suspeitos fugindo em uma única motocicleta após abandonarem o carro com os corpos.

Os corpos de Gismário e Sidclei serão transladados para sepultamento na Bahia. A Polícia Civil da Paraíba mantém as investigações sob sigilo para identificar a autoria e a motivação do crime.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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