Dia D de vacinação contra gripe acontece neste sábado (28) na Bahia
Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a ação segue até 30 de maio

A mobilização marca o início da campanha nacional do Ministério da Saúde, antecipando o período de maior circulação do vírus. O estado já recebeu cerca de 1,8 milhão de doses da vacina
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28), na Bahia, e nos demais estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a ação segue até 30 de maio, com imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Dia D será realizado na mesma data.
Até o momento, o Ministério da Saúde já distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza para as quatro regiões contempladas pela campanha.
Para a Bahia, foram destinadas cerca de 1,8 milhão de doses, voltadas aos grupos prioritários: crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
O envio de novas remessas será realizado de forma contínua, de acordo com o avanço da vacinação e a demanda do estado.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca a importância da vacina para evitar a gripe e reduzir, de forma significativa, os casos graves, que podem levar à internação, à ida ao pronto-socorro ou até evoluir para quadros como pneumonia e óbito.
“Quero reforçar a todos: vacinar-se é um ato de amor. É um cuidado individual, mas também coletivo. Quando a pessoa se vacina e desenvolve uma forma mais leve da doença, ela também transmite menos o vírus, protegendo quem está ao seu redor, especialmente aqueles que você ama”, ressalta Padilha.
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviou, nesta semana, 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.
A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.
Quem deve se vacinar?
A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.
A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.
A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.
Cenário epidemiológico
Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.
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