Publicado em 04/06/2026 às 12h26.

Eleição do Sindimed vira alvo de denúncia por exclusão de médicos; entenda

A diferença de 612 médicos excluídos não teria sido justificada individualmente

Neison Cerqueira
Foto: Reprodução

 

Médicos filiados ao Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia questionam na Justiça do Trabalho a condução da eleição da entidade e apontam possíveis irregularidades na composição da lista de votantes.

Segundo a manifestação, a Comissão Provisória responsável pelo pleito divulgou uma relação com 4.077 eleitores, embora os próprios critérios apresentados pela entidade indiquem que o colégio eleitoral deveria ter 4.689 nomes. A diferença de 612 médicos excluídos não teria sido justificada individualmente.

Em contato com o bahia.ba nesta quinta-feira (4), o advogado da antiga gestão da entidade, Darlan Oliveira, detalhou a situação. “Foi eleita uma comissão provisória que, inclusive, está sendo apoiada pela chapa de oposição. Essa comissão se intitulou comissão eleitoral, o que também não deveria ocorrer, e convocou as eleições. Ao convocar o pleito, ela precisava divulgar a lista de médicos aptos a votar. Na relação anterior havia cerca de 4,8 mil nomes, mas uma nova lista foi publicada com a exclusão de 612 médicos. Após análise preliminar, identificamos que vários deles estão aptos e foram retirados sem qualquer justificativa”, afirmou.

Os denunciantes afirmam que a inconsistência pode impactar diretamente o resultado da eleição e criticam a divulgação tardia do memorial técnico que explica as inclusões e exclusões, o que teria prejudicado o prazo para contestação da lista.

Entre os casos citados está o da médica Cândida Penna Teixeira, que, apesar de filiada e adimplente, não aparece na relação de votantes nem entre os nomes formalmente excluídos.

“O que a gente está observando é uma manipulação política dessa lista para excluir médicos que apoiam a atual diretoria. Já apresentamos impugnações administrativas e também uma contestação judicial. Agora aguardamos uma decisão, inclusive com a possibilidade de suspensão do processo eleitoral diante dessas irregularidades”, declarou o advogado.

Diante das suspeitas, os médicos pedem que a Justiça determine a apresentação de uma base auditável, reabra o prazo para impugnações e suspenda atos eleitorais vinculados à atual lista até o esclarecimento das divergências.

Darlan informou ainda que atuava como advogado do Sindimed, mas atualmente representa a antiga gestão da entidade. Segundo ele, após a posse da Comissão Provisória, seus poderes foram revogados e um novo advogado passou a representar a administração atual.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.

Mood Club