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Publicado em 20/01/2026 às 17h48.

Fim do São João? Zé Cocá prevê colapso da festa em 3 anos devido à explosão de custos

Prefeito enfatiza que investimentos para realização da festa ficou até dez vezes mais caro em um intervalo de apenas cinco anos

Otávio Queiroz / André Souza
Foto: André Souza/bahia.ba

 

O prefeito de Jequié e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP), colocou em xeque o futuro dos eventos juninos dos municípios baianos para os próximos anos. Segundo o gestor, os aumentos constantes nos custos para realização dos festejos devem se tornar um problema a médio prazo, dificultando a contratação de artistas e impactando o turismo e economia das cidades do interior.

De acordo com Cocá, os custos para realização da festa ficou até dez vezes mais caro em um intervalo de apenas cinco anos. “O São João começou com um custo e hoje está dez vezes mais caro do que há cinco ou seis anos. Os municípios de pequeno porte não estão conseguindo ter condições de realizar mais festas, ao mesmo tempo em que a população busca por este tipo de entretenimento”, afirmou.

Na opinião do gestor, a situação é preocupante e pode afetar uma das festas mais tradicionais do Nordeste. “Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município baiano conseguirá ter condições de realizar a festa. Se este ano for igual ao ano passado, os custos devem aumentar em cerca de R$ 5 milhões. Antigamente, com R$ 200 mil você fazia um São João razoável. Hoje, com esse valor, não se contrata nem a produção sonora para o palco”, completa.

Discussão entre prefeitos

Por conta do cenário, Cocá defende uma discussão ampla sobre o tema, a fim de garantir os tradicionais festejos juninos do interior baiano. “Essa pauta precisa ser discutida entre os prefeitos, já que também há uma necessidade dos municípios em diminuírem as despesas. Então, é importante que tenhamos uma festa bem feita, de maneira que tenhamos condições de pagar por ela”, explicou.

A pauta foi endossada pelo prefeito de Andaraí e atual presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB). De acordo com ele, o cenário ideal seria criar um tabelamento de preços. “Precisamos ir atrás de uma reunião com o Ministério Público, com o TCM e outros órgãos, para alinhar. Talvez, criar uma tabela para os municípios, principalmente aqueles mais pequenos. Acho que está na hora de tabelar”, disse.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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