Publicado em 24/01/2020 às 14h16.

Estado registra 21 casos de trabalho escravo em 2019

Com isso, a Bahia ocupa o 5º lugar no ranking com o maior número de trabalhadores retirados de situação de trabalho escravo desde 2003

Redação
Foto: Divulgação/SRT-BA
Foto: Divulgação/SRT-BA

 

O estado da Bahia registrou 21 casos de trabalho escravo em 2019. Entre eles, nove são venezuelanos, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA). Com isso, a Bahia ocupa o 5º lugar no ranking com o maior número de trabalhadores retirados de situação de trabalho escravo desde 2003.

O MPT-BA registrou mais de 3 mil casos de trabalho escravo entre o período de 2003 e 2019. Os casos descobertos em 2019 foram através de ações fiscais nas zonas rural e urbana. A atividade mais econômica com maior incidência desse tipo de exploração é a agropecuária, registrando mais de 2.500 trabalhadores resgatados nas últimas duas décadas.

Em todo o país, foram realizadas 45 operações de resgate no ao passado. Mais de mil pessoas foram retiradas de situações de trabalho semelhantes a escravidão. Entre as operações, 70% delas houve libertação de trabalhadores, índice maior que em 2019, quando 48% das operações terminaram com resgate.

As empresas flagradas submetendo empregados a situações de trabalho escravo, tiveram o processo administrativo de autuação pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia concluído antes da data da divulgação da lista. No mês de outubro do ano passado, o Governo Federal publicou a relação das empresas envolvidas com esquema de mão de obra escrava. Na Bahia, 14 empregadores baianos estão na lista.

Na Bahia as ações de combate ao trabalho escravo são realizadas pela Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo – Coetrae Bahia, e pelo grupo de Articulação para Erradicação do Trabalho Escravo na Bahia (Gaete).

 

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