‘Eu não sou negra apenas no dia 20 de novembro’, reflete pedagoga de educação antirracista
A neuropsicopedagoga, Rafaela Brandão, reforça a importância do Novembro Negro, mas pontua que combate ao racismo não pode se limitar a um dia específico

No dia 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, uma data marcada para relembrar a luta histórica e a resistência da população negra, além de homenagear Zumbi dos Palmares, ícone do quilombo dos Palmares, que representa a resistência negra ao regime de escravidão.
Durante o Novembro Negro, iniciativas em escolas e espaços comunitários são reforçadas para inspirar a valorização da identidade negra e combater o racismo em todas as suas formas. Essas ações vão além de uma única data, são partes essenciais da luta contínua por equidade e pelo direito à identidade e à memória.
Rafaela Brandão, pedagoga e neuropsicopedagoga, trabalha como professora e atende crianças em sessões particulares. Como educadora negra, ela sente de perto os impactos e a relevância de uma abordagem educacional antirracista.
“Minha experiência afeta profundamente, pois, sendo uma mulher preta que ocupa um espaço que não é de subserviência, já é uma forma de influência para as próximas gerações”, afirma. Ela reflete sobre a importância do dia 20 de novembro, mas alerta que o combate ao racismo não deve se limitar a um dia específico, “A data é importantíssima, mas não deveria ser celebrada apenas nesse dia. Eu não sou negra apenas no dia 20 de novembro, e sim, o ano inteiro”.
Ensino antirracista e seu impacto
A educação antirracista, implementada pela Lei 10.639/03, visa criar um ambiente de aprendizado que reconheça e valorize as contribuições históricas e culturais dos povos africanos e afro-brasileiros. Esse enfoque não apenas combate a discriminação, mas também ajuda estudantes a compreenderem a complexidade e a riqueza da história afro-brasileira e a importância de respeitar e incluir todas as identidades.
No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer: muitos estudantes negros enfrentam discriminações e desafios diários que dificultam sua permanência e desenvolvimento pleno nas escolas. Para mudar essa realidade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça a necessidade de uma educação comprometida com a equidade e com a reversão de situações de exclusão histórica.
Para Rafaela, a inserção de temas afro-brasileiros no currículo escolar, assegurada pela Lei 10.639/03, é uma conquista. Em sala de aula, ela busca introduzir literaturas e personagens negros para que as crianças se reconheçam e compreendam a diversidade. “Hoje, além de ser uma educadora negra, abordo diferentes literaturas em sala com personagens negros para minhas crianças. Isso é parte da luta”, destaca.
Novembro Negro
O Novembro Negro também reafirma o orgulho e a força da identidade negra como símbolo de resistência e empoderamento. Por meio de eventos, debates e ações educativas, o mês convida a sociedade a refletir sobre a história e as lutas da população negra no Brasil, celebrando personalidades que marcaram essa trajetória de resistência, como Zumbi, Dandara e Luiz Gama.
Conforme Rafaela, a presença de figuras negras nos espaços de poder e conhecimento é uma forma de inspirar e influenciar positivamente as novas gerações. Ela considera que a luta por reconhecimento e representatividade deve ser constante:
“Só em sermos educadores negros, lidando com crianças e jovens de diferentes realidades, já estamos levando a nossa luta, influenciando e abrindo caminhos”, finaliza.
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