Publicado em 14/04/2020 às 13h19.

‘Lista Suja’ do trabalho escravo tem 13 empregadores baianos

A maioria dos empregadores da lista atuam na área da agropecuária, com criação de boi e cultivo de milho, cacau ou café

Redação
Foto: Divulgação/SRT-BA
Foto: Divulgação/SRT-BA

 

Cerca de 13 empregadores no estado da Bahia estão na Lista Suja do Trabalho Escravo do governo federal. a informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA).

A lista foi divulgada na semana passada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, órgão do governo federal vinculado ao Ministério da Economia. Os nomes dos empregadores não são divulgados pelos órgãos.

O MPT informou que a maioria dos empregadores da lista atuam na área da agropecuária, com criação de boi e cultivo de milho, cacau ou café. Eles estão em diversas cidades da Bahia como Uruçuca, Cardeal da Silva, Vitória da Conquista, Serrinha, Una, Presidente Jânio Quadros, São José do Jacuípe, Camaçari, Riachão das Neves e Ilhéus.

Segundo o órgão, todos os empregadores da Lista Suja estão impedidos de contratar financiamento em bancos estatais e de realizar vendas para a União, estados e municípios.

Os envolvidos permanecem por dois anos na lista e caso façam um acordo com o governo, o nome fica em uma “lista de observação” e pode sair depois de um ano, se os compromissos firmados com o governo forem cumpridos.

A Lista Suja existe desde 2013 e, antes de fazerem parte dela, os empregadores podem se defender em duas instâncias administrativas. Os empregadores que passaram a integrar a lista foram flagrados por equipes da Coetrae e tiveram o prazo legal para contestar os autos de infração lavrados depois dos flagrantes.