Publicado em 06/01/2016 às 19h50.

Médicos reguladores do estado ameaçam parar a partir da próxima semana

Entre as queixas, os profissionais reclamam do número insuficiente de médicos para atender a grande demanda50

Redação

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Os médicos reguladores da Sesab vão definir, em assembleia marcada para a próxima segunda-feira (11), às 19h30, na sede do Sindicato dos Médicos (Sindimed), em Ondina, se aprovam ou não uma paralisação por tempo indeterminado, proposta que tem sido discutida desde esta terça-feira (5) pela categoria. O principal foco das queixas são as difíceis condições de trabalho dos profissionais.

Conforme a direção do Sindmed, cerca de mil solicitações de regulação chegam diariamente à Central, mas apenas 10% a 15% são atendidas, devido à estrutura deficitária da rede hospitalar que não dispõe de condições de absorver o direcionamento dos pacientes.

Outro problema apontado pela entidade de classe é o reduzido número de médicos reguladores que atuam na Central. Com o contingente atual de profissionais, cada solicitação só pode ser avaliada durante três minutos. A fila de pacientes que aguardam a regulação não permite a atenção necessária para cada caso. Muitas vezes é difícil, no curto espaço de tempo, ter a dimensão exata do diferencial que define as prioridades.

No final do ano passado, o Conselho Regional de Medicina (Cremeb) fez uma visita de fiscalização à Central de Regulação e constatou várias irregularidades nas condições de trabalho. As observações do Cremeb reforçaram as denúncias que o Sindimed tem feito desde a última greve, em 2013.

O Sindicato enviou também um ofício à Sesab para reiterar a posição dos reguladores em não aceitar a redução de remuneração e exigir o retorno imediato do pagamento da insalubridade, inclusive retroativo a novembro. O documento aborda também questões relativas aos procedimentos e condições de trabalho, pontos de pauta na greve de 2013, que até o momento permanecem sem solução.

Outro lado – Em nota encaminhada à redação do bahia.ba, a Sesab “informa que esta é uma ação correcional, realizada por meio da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), também respaldada por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Auditoria Geral do Estado (AGE), que identificaram irregularidades na prática remuneratória destes adicionais”.

De acordo com o comunicado, “ocorrem reuniões periódicas com as entidades de classe, sendo uma agendada para hoje (6), às 14h. Destacamos ainda que os servidores que considerarem que executam atividades ou operações insalubres devem se dirigir ao setor de Recursos Humanos da sua unidade, a fim de que seja encaminhado o processo para a reavaliação da Junta Médica do Estado, que é o órgão competente para tal concessão, inclusive com efeito retroativo”.

 

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