Publicado em 12/02/2020 às 18h52.

Miliciano foi atingido por dois disparos, diz DPT

Necropsia apontou perfurações no tórax e região do pescoço

Redação
Foto: Divulgação/ SSP
Foto: Divulgação/ SSP

O laudo necropsial do corpo do miliciano Adriano Magalhães Nóbrega – morto no domingo (9), no município Esplanada -, aponta que o foragido da Justiça foi atingido por dois disparos. De acordo com o Departamento de Polícia Técnica (DPT), ele foi baleado na região do tórax e entre o pescoço e clavícula.

Adriano da Nóbrega é apontado como chefe do Escritório do Crime, grupo de milicianos que controla a comunidade de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Ele também era suspeito de envolvimento com a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Ele foi morto durante uma operação conjunta entre as polícias baiana e fluminense e, desde então, as circunstâncias da morte são refutadas junto à SSP-BA.

“Os resultados dos outros laudos, assim que finalizados, serão entregues ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), que apura o caso”, completou o diretor da pasta, Élson Jeffesson.

O perito criminal acrescentou ainda que o DPT analisa um escudo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que acabou danificado durante a ação. Em depoimento, militares afirmaram que Adriano disparou duas vezes com uma pistola austríaca calibre 9mm, mas que o equipamento de proteção preservou a guarnição.

A perícia da Coordenação de Engenharia Legal vai atestar, segundo Jeffesson, qual material causou os danos no escudo.

“Olhando preliminarmente enxergamos duas marcas provenientes de impactos relevantes. As equipes agora analisarão se existem fragmentos de chumbo ou cobre, presentes em projéteis”, concluiu o diretor do DPT.