Publicado em 21/04/2026 às 21h42.

Referência no balé e no candomblé, morre Gilmar Sampaio

Em nota publicada nesta terça-feira (21), a Casa do Mensageiro, terreiro do qual Sampaio era Asogba, informou que o falecimento foi devido a causas naturais.

Lívia Patrícia Batista
Gilmar Sampaio faleceu de causas naturais (Foto: GOV.BA)

 

O bailarino do BTCA, conselheiro do Conselho de Brasileiro Dança na Bahia e figura marcante do candomblé baiano, Gilmar Sampaio Jilequê, foi encontrado sem vida em seu apartamento. Após a divulgação do falecimento, entidades e pessoas ligadas à cultura e ao candomblé publicaram homenagens nas redes socais.

Em nota publicada nesta terça-feira (21), a Casa do Mensageiro, terreiro do qual Sampaio era Asogba (alto cargo ligado ao orixá Obaluaiê), informou que o falecimento foi devido a causas naturais. “Seu legado permanecerá vivo em cada ensinamento, em cada gesto e na memória de todos que tiveram a honra de caminhar ao seu lado”, escreveu a Casa.

O BTCA (Balé Teatro Castro Alves) lamentou profundamente a morte do artista que já tinha mais de 30 anos de companhia. A companhia destacou a qualidade técnica de Gilmar Sampaio no balé clássico e na dança afro e descreveu o falecimento do bailarino como uma “perda irreparável”. “Gilmar era uma pessoa excepcional, um bailarino e coreográfo brilhante que soube transcender o momento dele como bailarino para também se tornar aquele que preparava outros artistas com uma dedicação genuína ao ensino. Dava aulas incríveis. Um cara múltiplo, que somava à dança a sua voz maravilhosa. É uma tristeza profunda para todos nós que convivemos com sua arte e sua amizade”. disse Rose Lima, diretora artística do TCA

Ainda no campo da dança, o Conselho Brasileiro da Dança na Bahia (CBDD.BA) também lamentou o falecimento de Gilmar Sampaio e afirmou que ele “ajudou a desenhar o ela [a cultura] é hoje na Bahia”.

A cantora Nara Couto relembrou a importância que Gilmar Sampaio teve no seu processo de iniciação no candomblé. “Foi ele quem enxergou em mim o olhar desesperado de quem precisava que o orixá nascesse para que a vida pudesse seguir em equilíbrio. […] Precisamos sempre honrar quem fez e faz parte da nossa trajetória. […] ‘Os iniciados no mistério não morrem.’ Os ensinamentos dele nunca irão morrer.”

Ainda não foram divulgadas mais informações sobre o sepultamento e rituais fúnebres.

 

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.
Temas: morte , candomblé , BTCA

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.