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Publicado em 01/01/2026 às 21h08.

Brasil articula resposta a tarifas chinesas sobre a carne bovina

Estimativas apontam que a restrição pode gerar uma perda de até US$ 3 bilhões em receita

Redação
Foto: Abiec/assessoria

 

A partir desta quinta-feira (1º), a China passa a aplicar uma sobretaxa de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas anuais estabelecidas para seus principais fornecedores. O governo brasileiro, por meio dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores, informou que pretende negociar bilateralmente e no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para mitigar os prejuízos ao setor pecuário nacional.

A medida é uma salvaguarda comercial com validade de três anos (até dezembro de 2028), motivada pela crise de rentabilidade dos produtores chineses, que enfrentam excesso de oferta e queda nos preços locais. Para o Brasil, o maior fornecedor mundial, a cota isenta da sobretaxa em 2026 foi fixada em 1,106 milhão de toneladas.

O setor produtivo, representado pela Abrafrigo e Abiec, expressou preocupação com a redução da margem de crescimento. Estimativas apontam que a restrição pode gerar uma perda de até US$ 3 bilhões em receita para o Brasil em 2026.

Analistas sugerem que a carne brasileira, por ser altamente competitiva, poderá ser redirecionada para mercados alternativos, mas possivelmente com valores médios inferiores aos praticados no mercado chinês.

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