Campanha da dengue é reforçada e 6,5 milhões de testes rápidos e inéditos serão distribuídos
Com slogan “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, Zika e chikungunya é agora”, campanha foca em estados com tendência de aumento de casos

Com o objetivo de reduzir os casos e óbitos por dengue, Zika e chikungunya durante o período sazonal no Brasil, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, intensificou a campanha de conscientização e mobilização, com foco nos estados que apresentam tendência de aumento de casos das arboviroses. O foco da campanha está nos sintomas das doenças, com o slogan: “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, Zika e chikungunya é agora.” A campanha incentiva a população a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao identificar sinais como manchas vermelhas no corpo, febre, dores de cabeça e dores atrás dos olhos. A iniciativa é direcionada aos estados do Acre, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Tocantins e ao Distrito Federal.
Outra ação que integra os esforços no combate à dengue inclui a distribuição de 6,5 milhões de testes rápidos inéditos para diagnóstico da doença em todos os estados do país. É a primeira vez que o Governo Federal envia esse tipo de teste. O intuito é ampliar a identificação precoce dos casos, especialmente em localidades distantes e com acesso limitado a serviços laboratoriais. O investimento federal soma mais de R$ 17,3 milhões. A distribuição vai começar na próxima semana e os gestores estaduais serão orientados por meio de uma nota técnica com critérios de uso.
CAMPANHA — A campanha segue nos canais digitais do Ministério da Saúde e canais abertos de televisão, rádio e jornais locais de grande circulação. O objetivo é chamar a atenção para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti e incentivar a população a dedicar 10 minutos por semana para controlar os focos de reprodução do inseto. A campanha “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, Zika e chikungunya é agora” é parte de um esforço amplificado do Governo Federal para reforçar a vigilância e a prevenção das arboviroses, especialmente no período chuvoso. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o governo tem trabalhado para reduzir os casos e óbitos causados por essas doenças. “Estamos unindo esforços para proteger a população durante o período mais crítico. Diagnóstico precoce, prevenção e assistência médica são nossas prioridades”, destacou a ministra.
A etapa inicial da campanha, lançada em 18 de outubro do ano passado, já alertava a população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti com o slogan “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora”. Além da conscientização, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a dengue como estratégia preventiva, embora a disponibilidade de doses ainda dependa do fornecimento pelos fabricantes.
SINTOMAS — Os sintomas da dengue geralmente surgem entre 4 e 10 dias após a picada do mosquito infectado e podem variar de leves a graves. Os sinais mais comuns incluem:
– Febre alta de início abrupto;
– Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos.
– Dores musculares e nas articulações
– Diarreia
– Náuseas e vômitos
– Dor nas costas
– Manchas vermelhas na pele (exantema).
– Conjuntivite (olhos vermelhos)
TESTES INÉDITOS — Dos 6,5 milhões de testes rápidos para identificar dengue, 4,5 milhões serão distribuídos na primeira remessa. Os dois milhões de testes restantes serão utilizados como estoque estratégico para atender as localidades que possam apresentar acréscimo no número de casos e necessitem de uma resposta rápida no diagnóstico. O processo de aquisição dos testes rápidos foi iniciado em 2024.
O Sistema Único de Saúde (SUS) já possui outros dois tipos de testes para identificação da dengue: o de biologia molecular e o sorológico, ambos disponíveis nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). Com o anúncio do Governo Federal, a população passa a contar com uma terceira opção, que é o teste rápido, capaz de detectar a presença do vírus da dengue, mas sem identificar o sorotipo. Esses testes estarão disponíveis na rede pública, como Unidades Básicas de Saúde, conforme a distribuição da gestão local.
Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, explica que o teste é uma ferramenta para ampliar a assistência na rede de atendimento local. “Não podemos esquecer a importância da manutenção da coleta das amostras para a vigilância epidemiológica, uma vez que o teste rápido não diferencia os sorotipos da dengue e nem outras arboviroses, como Zika e chikungunya”, alerta.
PLANO NACIONAL — Em setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Nísia Trindade anunciaram o Plano de Ação 2024/2025 para reduzir os impactos das arboviroses, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A iniciativa busca diminuir os números de casos e mortes causados por dengue, chikungunya, Zika e oropouche, especialmente durante o próximo período sazonal. Ainda como parte das ações para controle das arboviroses, o Ministério da Saúde instalou no início deste ano o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE Dengue) para trabalhar casos específicos e apoiar os entes da rede de atenção.
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