Publicado em 22/06/2026 às 12h18.

Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil e ultrapassam venezuelanos

País registrou 75,6 mil solicitações em 2025, segundo relatório do OBMigra e Ministério da Justiça

Redação
Foto: Pablo Porciuncula/AFP

 

No total, o país registrou 75.599 solicitações de refúgio no ano, o que representa um aumento de 10,9% em relação ao ano anterior. O volume é o terceiro maior da série histórica, ficando atrás apenas dos resultados de 2018 e 2019.

Os dados são do estudo “Refúgio em Números 2026”, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça.

O levantamento considera o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira (22), em um evento que marcou o Dia Mundial do Refugiado, celebrado no último sábado (20).

Do total de solicitações feitas ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) em 2025, 41.919 (55,4%) foram de cidadãos cubanos, um crescimento de 88,1% em relação a 2024.

Em seguida aparecem os venezuelanos, com 21.233 pedidos, seguidos por colombianos (1.432), angolanos (1.253), marroquinos (888) e ganeses (792).

O relatório também aponta que 52,4% das decisões sobre pedidos de refúgio ocorreram em estados da região Norte. Roraima concentrou o maior volume, com 16.166 decisões, seguido por Amapá (6.372) e Amazonas (2.445).

A maior parte dos pedidos atendidos (94,7%) foi baseada em violação generalizada de direitos humanos, com destaque para solicitantes da Venezuela. No perfil dos requerentes, homens representam 55,9%, enquanto mulheres somam 44%. A faixa etária mais comum é de 25 a 40 anos.

Entre os cubanos, o perfil é diferente: a maioria dos solicitantes tem mais de 60 anos, representando 67,8% desse grupo.

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