Publicado em 17/02/2017 às 11h10.

Diretores de Alcaçuz são exonerados um mês após rebelião com 26 mortes

A matança aconteceu durante uma briga envolvendo duas facções criminosas que dominam as unidades prisionais do Rio Grande do Norte

Redação
Foto: Reprodução / Globo News
Foto: Reprodução/Globo News

 

Os diretores do presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como pavilhão cinco de Alcaçuz, foram exonerados nesta quinta-feira (16). A exoneração acontece um mês após a maior e mais violenta rebelião da história do sistema prisional potiguar. Em janeiro, pelo menos 26 detentos foram mortos. A matança aconteceu durante uma briga envolvendo duas facções criminosas que dominam as unidades prisionais do Rio Grande do Norte.

Ivis Ferreira, o diretor, e Rubian Rocha, vice, serão substituídos pelos agentes Francisco Giovanny e Hudson Luiz da Silva. O Pavilhão 5 de Alcaçuz deverá ser desativado juntamente com todo o complexo prisional de Alcaçuz, conforme anunciado pelo governo do RN. Esse pavilhão, inaugurado em dezembro de 2010, custou cerca de R$ 11 milhões aos cofres públicos e foi construído seguindo modelo americano de segurança.

No dia 14 de janeiro deste ano, presos de uma facção criminosa conseguiram sair do Pavilhão 5 e mataram pelo menos 26 de um grupo rival que ficavam em outro pavilhão, dando início à crise vista em Alcaçuz nas últimas duas semanas.

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