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Publicado em 27/01/2026 às 09h09.

Figuras ligadas ao Banco Master e BRB depõem no STF nesta terça-feira (27)

Polícia Federal conduz interrogatórios de diretores e sócios 

Raquel Franco
Foto: Divulgação

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) dá continuidade, nesta terça-feira (27), às oitivas no âmbito da investigação que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). Ao todo, quatro nomes ligados às instituições financeiras estão programados para prestar depoimento à Polícia Federal (PF).

Estão previstas as oitivas presenciais de:

– Robério Cesar Bonfim Mangueira: superintendente de operações financeiras do BRB;
– Luiz Antonio Bull: ex-diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Master;
– Augusto Ferreira Lima: ex-sócio do Master.

Além destes, a Polícia Federal aguarda o depoimento por videoconferência de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master.

A rodada de depoimentos teve início nesta segunda-feira (26). Apenas Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo do BRB, prestou esclarecimentos. Já Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente do Master, optou por permanecer em silêncio.

Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, executivos da empresa Tirreno, não compareceram para prestar depoimento. A defesa dos investigados alegou falta de tempo hábil para análise dos autos e solicitou a remarcação dos interrogatórios.

Andamento do processo

O andamento do caso ocorre sob um clima de desgaste entre o gabinete do ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal. O ministro reduziu o prazo solicitado pela corporação para a realização das oitivas, o que gerou incômodo nos investigadores.

A investigação, que tramitava originalmente na primeira instância, subiu ao STF devido ao suposto envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), conhecido como Jonga Bacelar, que possui foro por prerrogativa de função. Toffoli, no entanto, sinaliza a possibilidade de devolver o processo para a justiça comum em breve.

A PF tem o prazo de 60 dias para concluir o relatório final com as provas colhidas e o indiciamento dos envolvidos, caso não haja prorrogação.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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