Publicado em 01/04/2020 às 13h29.

Fiocruz: curva de internações por problemas respiratórios no país desacelera

Queda ocorre após uma ascensão vertiginosa de casos registrados em meados de março

Redação
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

 

Após uma ascensão considerada vertiginosa em meados de março, a curva de internações por insuficiência respiratória grave desacelerou no Brasil,diz a Fiocruz. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Na 13ª semana epidemiológica do ano, que vai de 22 a 28 de março, o salto de internações foi de 7% – chegando a 5.992 contra 5.624 do período anterior equivalente.

As internações tinham crescido 163% na 11a primeira semana e 122% na 12a semana em conjunto, os casos tinham saltado de 965 para 5.624.

Segundo a publicação, a queda coincide com o início das medidas de contenção social implantado pelos governos estaduais.

Mas ainda não é possível saber em quanto as ações restritivas contribuíram para tal redução, afirmou à colunista Marcelo Ferreira da Costa Gomes, que coordena o InfoGripe, sistema da Fiocruz que, em parceria com o Ministério da Saúde, monitora os dados da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.

De acordo com ele, além do isolamento social, os hospitais podem estar tendo dificuldade para alimentar o sistema da fundação com dados atualizados, já que estão lotados e focados em enfrentar a crise do coronavírus.

Conforme a publicação de Mônica Bergamo, nem todas as pessoas internadas com insuficiência respiratória estão contaminadas pelo novo coronavírus –a SRAG pode ser causada por vários outros vetores, como influenza, adenovírus e os quatro coronavírus sazonais que já circulavam anteriormente.

A explosão de casos, no entanto, difere do histórico de anos anteriores e sugere que boa parte deles foi causado pelo novo coronavírus.