Publicado em 13/10/2019 às 15h30.

Ibama solicita explicações da Shell sobre barris encontrados no litoral de Sergipe

Em nota, a Shell diz que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, em Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira

Redação
Foto: Adema/Governo de Sergipe
Foto: Adema/Governo de Sergipe

 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai solicitar esclarecimentos da Royal Dutch Shell — empresa multinacional petrolífera Shell — sobre o aparecimento de barris no litoral do Nordeste em nome da empresa.

O órgão também solicitará uma cópia do laudo técnico da Universidade Federal de Sergipe (UFS) sobre o material que foi encontrado nos barris que chegaram ao litoral do estado. A apuração está relacionada às manchas que se espalham pelo mar na Região Nordeste. A informação foi confirmada pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim.

A Marinha do Brasil informou que as manchas de óleo que chegaram às praias do Nordeste não são ‘compatíveis’ com o material encontrado em amostra extraída em barril da Shell.

Nesta semana, investigações da Marinha e da Petrobras encontraram petróleo com a mesma “assinatura” do óleo da Venezuela nas manchas do litoral. Essa informação já havia sido comunicada ao Ibama. O poluente já foi identificado em mais de 138 pontos no litoral dos nove estados da região.

Por meio de nota, a Shell afastou relação entre os barris e as manchas de óleo. “A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira”, diz o texto. “São tambores de óleo lubrificante para embarcações, produzido fora do país. O Ibama está ciente do caso.”

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