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Publicado em 10/02/2026 às 20h40.

Ipea avalia que mercado brasileiro tem capacidade de absorver o fim da escala 6×1

Segundo os pesquisadores, a economia brasileira demonstrou capacidade de absorção em episódios passados

Redação
Foto: Freepik

 

Um estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que os impactos econômicos de uma eventual redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o que encerraria a escala 6×1, seriam similares aos efeitos de reajustes históricos do salário mínimo. Segundo os pesquisadores, a economia brasileira demonstrou capacidade de absorção em episódios passados, como os aumentos reais de 2001 (12%) e 2012 (7,6%), que não resultaram em redução nos níveis de emprego.

Embora a transição para a jornada de 40 horas eleve o custo direto do trabalhador celetista em 7,84%, o estudo destaca que o impacto real sobre o custo total de operação das empresas é significativamente menor. Em grandes setores, como a indústria e o comércio, o custo adicional estimado seria inferior a 1%.

O Ipea ressalta que essa margem indica uma viabilidade técnica para a medida, uma vez que o aumento de custos operacionais seria diluído na cadeia produtiva sem gerar desequilíbrios macroeconômicos imediatos.

No entanto, o levantamento faz uma ressalva importante para segmentos específicos do setor de serviços que dependem intensivamente de mão de obra. Nessas áreas, o impacto pode ser mais sensível, o que exigiria a formulação de políticas públicas de apoio para evitar distorções.

“A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, mas alguns setores de serviços podem precisar de políticas públicas”, avalia o instituto, sugerindo que a transição deve ser acompanhada de medidas setoriais para garantir a sustentabilidade do nível de ocupação.

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