Publicado em 05/02/2026 às 12h45.

Laudo aponta que PMs mataram criança de 4 anos em legítima defesa; entenda

Ryan da Silva Andrade Santos estava brincando na calçada de casa foi morto por um disparo que atingiu seu abdômen

Heber Araújo
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

 

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) concluiu o relatório sobre a morte do menino Ryan Silva Andrade Santos, de 4 anos. A criança foi morta em 5 de novembro de 2024, por um disparo de arma de fogo, quando agentes da PM estavam perseguindo dois suspeitos no litoral de Santos.

Segundo o relatório da da Polícia Civil, que investigou o caso, o disparo que atingiu a criança foi em “legítima defesa”. 

A Polícia Técnico-Científica, já havia apontado que o disparo que matou Ryan havia saído da arma do PM Clovis Damasceno de Carvalho Junior. Entretanto, segundo relatório, o projétil apresentava deformidade e estava com a velocidade reduzida, o que significa que a bala disparada ricocheteou e atingiu a criança.

“O projétil que atingiu apresentava abaulamento e chegou com energia final reduzida, não transfixando seu pequeno corpo, revelando que a hipótese mais provável é mesmo que foi atingido após o projétil ricochetear mais abaixo na via (próximo ao local de confronto), o que revela a impossibilidade de que esse resultado fosse previsível aos militares que dispararam em legítima defesa”, diz o relatório.

O relatório ainda apontou que as evidências apontam para que os disparos do PM foram contra os suspeitos durante a perseguição, apenas em legítima defesa. As autoridades ainda afirmaram que a morte de Ryan era impossível de prever.

O menino estava a cerca de 70 metros a frente de onde ocorria o confronto entre os policiais e os suspeitos. Ele foi atingido por uma espingarda calibre 12, segundo laudo balístico. O Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança morreu de anemia causada pela hemorragia interna.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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