Ministro quer contratar professor sem concurso e arrecadar R$ 15 bi com fundo privado

    Para Abraham Weintraub, mudança trará liberdades e autonomia para as instituições

    Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, planeja um projeto que libera a contratação de professores universitários sem concurso público, via CLT, por meio das chamadas OSs (organizações sociais).

    A mudança está no bojo de um programa batizado de Future-se, o primeiro governo Jair Bolsonaro (PSL) voltado à educação superior.

    As informações são do portal UOL.

    Atualmente, professores substitutos podem ser contratados por um processo de seleção simplificada, que é diferente do concurso. Administrado pela própria universidade, o processo exige qualificação, entrevista e prova de desempenho. A contratação pode ser feita por, no máximo, dois anos.

    Segundo Weintraub, o novo projeto, contudo, trará liberdades e autonomia para as instituições e diz estar aberto ao diálogo com a sociedade.

    “A gente não está acabando com a universidade pública e muito menos privatizando. Estamos, sim, dando mais liberdade”, afirma Weintraub.
    O ministro estima que a criação de um fundo soberano deva injetar ao menos R$ 15 bilhões ao ano no orçamento das universidades, o que representaria 30% a mais de recursos nos caixas.

    O aporte seria destinado para administrar o patrimônio imobiliário ligado às reitorias.