Publicado em 21/09/2020 às 07h25.

No governo Bolsonaro, verba para fiscalizações trabalhistas cai pela metade

Orçamento para 2021 é de R$ 24,1 milhões, menor verba para a área, de acordo com a série histórica iniciada em 2013

Redação
Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho
Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho

 

A verba destinada às fiscalizações trabalhistas e operações de combate ao trabalho escravo caíram pela metade no governo Bolsonaro, em comparação com a média nos anos anteriores. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, de 2013 a 2018, os recursos para essas ações foram, em média, de R$ 55,6 milhões por ano. No primeiro ano do novo governo, a média recuou para R$ 29,3 milhões.

Segundo a Folha, o valor destinado às ações foi corrigido pela inflação no período e considera o montante proposto pelo Executivo no projeto de Orçamento de cada ano, inclusive para 2021.

Para 2021, estão previstos R$ 24,1 milhões para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas, tudo isso dentro de um montante de R$ 1,5 trilhão de despesas previstas para o próximo ano.

Essa é a menor verba para fiscalizações trabalhistas, de acordo com a série histórica do Sistema de Planejamento e Orçamento (Siop) do Ministério da Economia, iniciada em 2013. Os recursos já chegaram a somar R$ 67,7 milhões em 2015.