Publicado em 21/01/2020 às 16h11.

ONG internacional cobra nova postura de governo diante de crise na Amazônia

Um dia após reunião entre ONG e MMA, governo federal anunciou medidas de proteção à floresta

Redação
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

 

A ONG internacional Human Rights Watch cobrou do governo federal mudança de postura diante da crise ambiental vivida na Amazônia. Representantes da entidade se reuniram com o ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, na última segunda-feira (20), para tratar do assunto.

“Enquanto o governo Bolsonaro não mudar radicalmente a retórica e também as ações em relação às redes criminosas por um lado, e os defensores da floresta por outro, sejam eles membros de ONGs, moradores locais e mesmo fiscais das agências ambientais, o desmatamento desenfreado vai continuar e certamente ficará pior”, disse a diretora da Human Rights Watch no Brasil, Maria Laura Carineu, ao blog de Andreia Sadi, no G1.

Nesta terça-feira (21), um dia após o encontro, o governo anunciou a criação do Conselho da Amazônia e de uma Força Nacional Ambiental para proteger a região florestal.

De acordo com a ONG, o ministro reconheceu a atuação de redes criminosas como um problema sério a enfrentar, mas não admitiu que a postura do governo tem contribuído para essa dinâmica. Salles também não apresentou um plano com medidas concretas para combater e reduzir os elevados níveis de desmatamento ilegal.

Em sua defesa, Salles disse que está à disposição para trocar informações com a Human Rights Watch, e até propôs levar representantes da ONG a operações do governo na região amazônica. Ao blog de Sadi, o ministro discordou das críticas à política ambiental, porque o governo tem convicções de que é preciso desenvolver economicamente a região.

Na semana passada, a ONG divulgou um relatório no qual dizia que o governo de Jair Bolsonaro enfraquece as agências ambientais, além de diminuir a fiscalização na Amazônia.

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