Publicado em 26/05/2022 às 21h00.

PF conclui que ex-ministro não cometeu crime por disparo acidental em aeroporto

Defesa argumenta que o acidente foi "por cuidado excessivo", pois ele tentou tirar munição sem expor a arma de fogo

Redação
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

A Polícia Federal (PF) arquivou, nesta quinta-feira (26), o caso do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, pelo tiro disparado, acidentalmente, dentro do Aeroporto de Brasília. A ocorrência, que aconteceu há um mês, causou leves ferimentos em uma funcionária da companhia aérea Gol, que foi atingida por estilhaços.

A investigação foi comandada pela Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e o arquivamento marca o final dessa investigação preliminar, aberta em abril após o incidente. Os responsáveis definiram que não houve crime e que não seguiriam com abertura de inquérito formal.

O disparo aconteceu quando o ex-ministro tentou separar a arma do carregador enquanto mexia em uma pasta de documentos. De acordo com a defesa de Ribeiro, o acidente foi “por cuidado excessivo”, pois ele teria sentido medo de expor sua arma de fogo publicamente no balcão, o que o levou a tentar desmuniciá-la sem essa exposição.

Milton Ribeiro descumpriu norma da PF e Anac
O ex-ministro, ao carregar sua arma em uma pasta de documentos, cometeu uma falha ao descumprir norma da Polícia Federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o embarque em aviões carregando uma arma. Os equipamentos, seguindo as regras, devem ser levados ao aeroporto já descarregados e acondicionados em estojos ou envelopes plásticos.

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