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Publicado em 10/01/2026 às 11h01.

Polícia investiga morte suspeita de tio de Suzane von Richthofen em São Paulo

Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado sem vida dentro de casa no Campo Belo; corpo passará por exames no IML

Daniel Serrano
Foto: Reprodução / TV Record

 

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen. Ele foi encontrado sem vida nesta sexta-feira (9), dentro da casa onde morava sozinho, na zona sul da capital paulista.

De acordo com as autoridades, a ocorrência foi registrada como suspeita devido às circunstâncias em que o corpo foi encontrado e ao fato de a causa da morte ainda depender de exames do Instituto Médico Legal (IML). Por esse motivo, a Polícia Civil impediu a cremação e determinou a realização de exames necroscópico e toxicológico para esclarecer o óbito.

O corpo foi encontrado por um vizinho. Segundo o boletim de ocorrência, ele estranhou a falta de contato com Miguel por cerca de dois dias e decidiu verificar a situação. Com o auxílio de uma escada, subiu no muro da residência e, ao observar o interior do imóvel, avistou o corpo no quarto do andar superior, sentado no chão, com as costas apoiadas na cama. Em seguida, acionou a Polícia Militar.

Miguel Abdalla era médico, vivia sozinho e mantinha uma rotina discreta. No dia anterior à descoberta do corpo, a diarista esteve na residência, bateu no portão, tocou a campainha e enviou mensagens, mas não obteve resposta e deixou o local. Imagens de câmeras de segurança de uma empresa vizinha mostram Miguel entrando em casa pela última vez no dia 7 de janeiro, por volta das 17h10. Desde então, ele não foi mais visto saindo do imóvel.

Segundo o relatório, o corpo apresentava sinais de rigor mortis e livor mortis, o que indica que o óbito havia ocorrido horas antes. A polícia informou que não foram encontrados sinais aparentes de violência ou arrombamento no local, que foi isolado e preservado por uma viatura da Polícia Militar.

Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 ao lado do marido, Manfred von Richthofen. O casal foi morto dentro da própria casa, em São Paulo, em um plano que teve a participação da filha Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Após o crime, Miguel foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e também atuou como inventariante dos bens do casal até que Andreas atingisse a maioridade. 

Em 2006, Miguel chegou a acionar a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas, o que levou o Ministério Público de São Paulo a pedir a prisão preventiva dela na época. Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado e atualmente cumpre pena em regime aberto, desde janeiro de 2023.

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