Publicado em 22/11/2019 às 15h36.

Segundo navio suspeito de vazamento de óleo nega que esteve na costa brasileira

De acordo com a empresa, o navio-tanque Voyager I estava na Índia entre os meses de junho e agosto, período que começaram as aparições das manchas

Redação
Foto: Divulgação/Lapis
Foto: Divulgação/Lapis

 

Após uma suspeita de uma outra embarcação ser a responsável pelo derramamento do óleo na costa brasileira, a empresa responsável pelo navio-tanque Voyager I negou que a embarcação esteve navegando pelo litoral brasileiro durante o período da aparição das manchas. Segundo a Sanibel Shiptrade LTD o navio estava na Índia.

A empresa afirmou ainda que possui evidência independentes de que a embarcação esteve no Terminal de Petróleo Vadinar em Gujarate, na Índia, entre 20 de junho de 2019 e 21 de agosto do mesmo ano, data em que deixou o local com destino a Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e foram confirmadas por imagens de satélite, documentação do porto e declarações de agentes locais.

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) apontou na audiência do Senado Federal desta quinta-feira (21) que uma nova embarcação estava sendo investigada por suspeita do derramamento. Segundo o Lapis, o navio-tanque Voyager I navegava como um navio fantasma durante o período do vazamento.

A empresa responsável pelo navio nega e diz que o Lapis apresentou evidências documentadas dos primeiros sinais das manchas no dia 19 de julho, a mais de 11 mil quilômetros da localização da Voyager I naquele momento.

A Sanibel Shiptrade afirmou que irá trabalhar com as autoridades brasileiras para comprovar que as alegações foram feitas com base em evidências incompletas.

 

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