Publicado em 15/02/2026 às 20h31.

Após trio elétrico quebrar, Olodum faz percurso sem tocar e é vaiado no Barra-Ondina

Interrupção sonora, no entanto, não foi uma escolha artística, mas uma medida de contingência

Otávio Queiroz / Edgar Luz
Foto: Divulgação

 

O desfile do Olodum neste domingo (15) de Carnaval foi marcado por problemas e protestos no Circuito Barra-Ondina (Dodô). Ao atravessar o trecho do Morro do Cristo, o grupo silenciou os tambores e interrompeu a música, o que resultou em vaias vindas de parte dos foliões que se concentravam no local.

A interrupção sonora, no entanto, não foi uma escolha artística, mas uma medida de contingência. A banda esclareceu que a ordem para desligar o som partiu da Polícia Militar da Bahia, que identificou um cenário de superlotação na área do Cristo.

A estratégia visa evitar que a massa de foliões se aglomere excessivamente ou realize movimentos bruscos em pontos críticos do percurso. Durante a passagem silenciosa, integrantes do grupo comunicaram ao público que as atividades seriam retomadas assim que houvesse autorização das autoridades de segurança.

Além do silêncio forçado no Morro do Cristo, o Olodum enfrentou outros obstáculos que comprometeram a fluidez do quarto dia de festa em Salvador. Um problema mecânico em um trio de apoio da agremiação, ocorrido ainda no início da tarde, travou parte da Avenida Oceânica. O incidente gerou um efeito cascata na programação, provocando atrasos na saída de blocos subsequentes.

O atraso foi alvo de críticas não só de foliões que aguardavam os trios elétricos no circuito Osmar, mas também de outros artistas, como Bell Marques, que desfilou com o Camaleão logo após o trio elétrico do Olodum.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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