Publicado em 12/02/2026 às 17h38.

Bruno Reis defende passarela de camarote: ‘Maior comodidade para o Carnaval’

Prefeito afirma que estrutura amplia acessos e aumenta arrecadação da folia

Rodrigo Fernandes / André Souza
Foto: bahia.ba

 

A autorização da Justiça Federal para funcionamento da passarela que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour reacendeu o debate sobre o equipamento no circuito Dodô (Barra/Ondina). No primeiro dia oficial do Carnaval de 2026, nesta quinta-feira (12), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) defendeu publicamente a estrutura e reforçou a legalidade da instalação.

Desde o ano passado, o equipamento é questionado por adversários políticos, que o classificam como “Passarela do Apartheid” sob a justificativa de que reforçaria segregação social na festa.

O prefeito de Salvador, no entanto, rechaçou a tese e sustentou que a estrutura contribui para a organização do fluxo de foliões e para o fortalecimento econômico do evento.

“Eu tenho dito isso e defendo com tranquilidade, primeiro porque é um outro acesso que tira uma quantidade de foliões de um local onde há a maior concentração de foliões. Se vocês forem ver, a gente só tem problema de acesso nas barreiras de revistas ali entre o Morro do Gato e o Morro Ipiranga”, iniciou.

“Então, nós precisamos ter mais acessos para que as pessoas possam chegar a consumir os produtos que elas desejam no Carnaval. Também, não tenha dúvidas, que isso permite você atrair mais visitantes, mais turistas que querem de alguma forma ter uma comodidade maior para chegar ao local desejado para assistir o Carnaval”, emendou.

A declaração ocorre dois dias após a Justiça Federal autorizar o funcionamento da estrutura, que havia sido interditada por liminar. A liberação foi condicionada à assinatura de compromisso ambiental por parte da empresa responsável, que deverá executar um Plano de Recuperação de Área Degradada com plantio de espécies nativas.

Ao reforçar a legalidade do equipamento, Bruno Reis também destacou o impacto financeiro do Carnaval para a capital baiana e defendeu que a ampliação dos acessos contribui para ampliar o consumo e a arrecadação durante a festa.

“Com isso, a prefeitura aumenta a arrecadação e tem mais recurso para poder contratar artistas e pagar a estrutura do Carnaval. Então, a Justiça decidiu, até porque não há nada de ilegal, a lei é clara. Há previsão legal para isso, tanto que ano passado e esse ano, por mais que houvessem manifestações das forças contrárias, a Justiça depois prevaleceu, teve consenso e está lá em funcionamento”, completou o prefeito.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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